Petróleo vai a US$ 111 com paralisações na Líbia

Contratos seguem próximos aos níveis máximos desde que o governante líbio passou a usar a força para reprimir as manifestações populares

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 09h33

Os contratos do petróleo são sustentados próximos aos níveis máximos de negociação desde que o governante líbio, Muamar Kadafi, passou a usar a força para reprimir as manifestações populares pedindo sua saída. Hoje, o mercado trabalha com as informações de que várias petroleiras estão com suas operações paralisadas e de que os portos estão fechados.

Às 15h30 (de Brasília), o contrato futuro do WTI para abril negociado na Nymex eletrônica subia 3,80% para US$ 99,25 o barril. O brent, negociado na plataforma ICE, avançava 5,10% a US$ 111,30 o barril.

A companhia espanhola Repsol YPF e a alemã Wintershall estão entre as várias empresas de petróleo estrangeiras que confirmaram o fechamento da produção no país. Somente as duas deixaram de produzir até 300 mil barris de petróleo ao dia, cerca de 20% do total da produção líbia. Outras, como a italiana Eni e a francesa Total disseram que sua produção pode ser afetada pela turbulência civil.

Os portos da Líbia estão fechados. Assim, o mercado de petróleo está prestes a perder a maior parte de toda a exportação diária de 1,3 milhão de barris da Líbia, muito dele de alta qualidade, o que dificulta a reposição.

"O risco das interrupções no fornecimento já ficou claro", disse o diretor de derivativos de varejo do London Capital Group, Glen Ward.

A Arábia Saudita, maior produtor da Opep, disse ontem que a organização poderia elevar a produção para cobrir o déficit de produção da Líbia. Embora a Arábia Saudita seja capaz de sozinha substituir a produção líbia, os investidores teme que os protestos se alastrem para outros países produtores de petróleo, como Argélia e Irã. As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 15h30)

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