Petróleo vai a US$ 64,86 o barril com crise na Nigéria

O contrato do petróleo negociado na sessão eletrônica da Nymex sobe mais de 1%, com retração nas posições vendidas no mercado. Operadores observam que o mercado não está inclinado a carregar posições vendidas pesadas, diante da crise na Nigéria e das dificuldades operacionais de algumas refinarias européias. Às 11h (de Brasília), o contrato de maio subia 1,09%, para US$ 64,86 o barril na Nymex. Na plataforma eletrônica ICE, de Londres, o contrato de mesmo vencimento avançava 1,13%, para US$ 64,34 o barril. A crise na Nigéria é uma das principais preocupações no mercado, apesar da libertação ontem de três reféns pelos militantes nigerianos. Os rebeldes dizem que não permitirão a retomada da produção de 600 mil barris de petróleo, interrompida na esteira da crise, até que o governo atenda os 10 pontos de suas demandas. A informação foi publicada em um jornal local. A Royal Dutch Shell afirmou que não pretende retomar sua produção até que a segurança seja restabelecida na região do delta do Níger. Cerca de 20% da produção de 2,5 milhões de barris de petróleo da Nigéria permanecem suspensas, em conseqüência do ataque de militantes à estrutura das companhias de petróleo estrangeiras que operam na região. O mercado opera também na expectativa dos números de amanhã sobre os estoques de petróleo nos EUA. O foco converge agora para as reservas de gasolina, tendo em vista a aproximação do pico de consumo no Hemisfério Norte, durante as férias de verão. Analistas esperam queda em média de 1,7 milhão nos estoques de gasolina na semana passada, alta de 1,4 milhão nos estoques de petróleo e retração de 1,4 milhão nos estoques de derivados. As informações são da Dow Jones.

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