Petróleo volta a cair; alta inicial veio com ameaça a porto saudita

Os contratos futuros de petróleo oscilam em leve baixa em Londres e Nova York, depois de terem subido em reação a notícias de que a Marinha da Arábia Saudita foi enviada para proteger o maior porto de petróleo do mundo de um possível ataque de rebeldes. A ameaça de ataque contra o porto saudita "poderá manter os operadores nervosos, avessos em ficar vendidos no final de semana", disse Tom Bentz, trader do BNP Paribas em Nova York. "Portanto, meu viés ainda é para o mercado continuar a construir uma base para se mover em alta, mas se o preço cair baixo de US$ 59,00, todas as apostas estarão fora", acrescentou. A Arábia Saudita enviou forças navais para o Golfo Pérsico depois de receber uma informação sugerindo uma "forte possibilidade" de ataques rebeldes contra o terminal portuário de Ras Tanura, de acordo com um oficial naval de uma força ocidental na região. "Uma recente informação foi recebida sugerindo que há uma forte possibilidade de que a instalação de petróleo Ras Tanura, incluindo seus leitos e ancoradouros, podem ser alvos, embora a metodologia e provável momento de qualquer ataque (se de fato ocorrer) ainda não estejam claros", disse essa fonte à Dow Jones. Operadores disseram que a desaceleração do crescimento econômico dos EUA não está tendo impacto significativo sobre os preços do petróleo, apesar da expansão abaixo das expectativas do PIB do terceiro trimestre. "O petróleo tende a afetar o PIB ao invés do PIB afetar o petróleo", disse Scott Meyers, analista e trader da Pioneer Futures em Nova York. Às 12h38 (de Brasília), na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para dezembro caíam US$ 0,11 (0,18%) para US$ 60,25 o barril. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para dezembro recuavam US$ 0,19 (0,31%) a US$ 60,58 o barril. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 12h44

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