Petróleo volta a subir após cair abaixo de US$ 63 em NY

Os contratos futuros de petróleo operam com volatilidade em Nova York e, depois de terem caído para abaixo dos US$ 63,00 o barril por alguns minutos, voltaram a subir. Operadores dizem que os preços ainda estavam sendo atingidos por vendas especulativas, por causa da diminuição das preocupações com os furacões e com a tensão no Oriente Médio. O analista Mike Fitzpatrick, da corretora Fimat USA, no entanto, destacou que não há nada de novo hoje que tenha realmente influenciado as cotações. Os preços do petróleo vêm numa trajetória decrescente desde o dia 7 de agosto, quando atingiram o segundo maior nível de fechamento, de US$ 76,98 o barril. A temporada de furacões e tempestades no Golfo do México não provocou os estragos que muitos temiam e parece cada vez mais provável que a questão nuclear com o Irã vai progredir sem ameaçar as exportações da commodity. Tanto que o mercado reagiu com discrição hoje à afirmação do Irã de que poderá impedir as inspeções internacionais de seu programa de armas se forem impostas sanções. O presidente da França, Jacques Chirac, havia sugerido que a comunidade internacional deveria suspender a ameaça de sanções da ONU em troca da paralisação, pelo Irã, do enriquecimento durante o processo de negociações. Mas, com a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Nova York na próxima semana, os analistas dizem que a questão permanece na pauta e que a queda recente dos preços pode significar uma nova valorização corretiva. "Além das preocupações fundamentais, acreditamos que o mercado pode simplesmente passar por uma recuperação", disse o analista Tim Evans, do Citigroup. Às 13h15 (de Brasília), o contrato de petróleo bruto para outubro era trocado por US$ 63,85 o barril, em alta de 0,82%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

18 de setembro de 2006 | 13h22

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