Petróleo volta a subir na expectativa de estoques dos EUA

Os contratos do petróleo negociados nos mercados futuros voltaram a operar em alta hoje. "Alasca, Irã, Oriente Médio, Nigéria, tudo ainda é fator de alta. Não há nada que os que apostam na baixa possam aproveitar", disse um operador. A expectativa com os números sobre os níveis dos estoques norte-americanos de petróleo, às 11h30 (de Brasília), deve movimentar o mercado nesta quarta-feira. Às 8h53 (de Brasília), o contrato de setembro do petróleo subia 0,42% na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), para US$ 76,63 o barril; na plataforma ICE, em Londres, o contrato de mesmo vencimento operava em alta de 0,58%, a US$ 78,00 o barril. O mercado continua nervoso em relação às questões do abastecimento e da tensão geopolítica, as quais oferecem grande impulso de alta aos preços, apesar dos comentários favoráveis feitos ontem pela British Petroleum sobre os problemas enfrentados em seu campo de produção na baía Prudhoe, no Alasca. Ontem, a BP disse que pode manter a produção da parte ocidental do campo, enquanto inspeciona o outro lado. A baía é o maior campo de petróleo dos EUA e 400 milhões de barris deixam de ser produzidos ao dia com o fechamento anunciado pela BP na segunda-feira. A quantidade representa cerca de 8% do total da produção de petróleo cru da América do Norte. No Oriente Médio, as perspectivas são de aumento na violência, diante da intenção de Israel de expandir suas operações no sul do Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse que irá pedir ao Gabinete de Segurança a aprovação de um plano para que o exército amplie sua ofensiva por terra para capturar os responsáveis pelo lançamento de foguetes do Hezbollah. Em termos de abastecimento, mais de 700 mil barris diários de petróleo ainda deixam de ser produzidos na Nigéria, por causa dos manifestos dos nacionalistas, que constantemente sabotam ou ameaçam instalações das companhias estrangeiras exploradoras de petróleo. O Irã, por sua vez, sustenta que poderá usar o petróleo em retaliação à resolução da ONU, que demanda a interrupção de seu programa de energia nuclear. O Irã é o quarto maior produtor de petróleo do mundo. Operadores dizem que a única constatação capaz de interromper este círculo de alta do petróleo é o sinal de que os preços elevados estão reduzindo a demanda. "A destruição da demanda irá acontecer se os preços continuarem sua trajetória de alta. Já vemos indicações de queda na demanda em alguns indicadores macroeconômicos nos EUA e nos números sobre demanda da Administração de Informação de Energia", disse um especialista. Uma indicação mais recente deve emergir dos números sobre os estoques de hoje. Segundo pesquisa feita com analistas pela Dow Jones, a expectativa para os estoques de gasolina nos EUA é de que tenham caído 1,7 milhão de barris na semana que terminou em 4 de agosto, enquanto os estoques do petróleo devem ter recuado 840 mil barris e os de destilados caído 700 mil. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2006 | 09h11

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