Petroquímica foi o único destaque negativo em 2006 na Bovespa

O setor de química e petroquímica foi o único, entre aqueles com peso relevante na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a terminar 2006 com variação média negativa das ações (6,83%), segundo acompanhamento feito pela Economática, especialmente para a Agência Estado. A pesquisa, que considera dados até o dia 22 de dezembro, ponderou o desempenho dos papéis pela liquidez e embute a reaplicação de dividendos. Ao todo, foram analisados 13 diferentes segmentos na Bolsa. No primeiro semestre deste ano, as petroquímicas amargaram expressiva queda de margem de lucro, em razão da oferta adicional da Rio Polímeros (Riopol), da pressão dos custos com matéria-prima e da fraca demanda interna. Para 2007, espera-se uma melhora na rentabilidade, em função da expectativa de menor volatilidade nas cotações do barril do petróleo, do fato de os preços domésticos para as resinas estarem corrigidos e do impacto do início da operação Riopol já ter sido integralmente absorvido pelo mercado. Conforme o diretor comercial da Ipiranga Petroquímica (IPQ), Eduardo Tergolina, as vendas domésticas de resinas plásticas deverão crescer, em 2007, entre 5% e 8% em volume, de acordo com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

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