Petroquímica Paulínia deve faturar US$ 300 mi ao ano

A Petroquímica Paulínia (PPSA), cuja pedra fundamental foi lançada hoje durante cerimônia que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve registrar faturamento médio anual de US$ 300 milhões, dos quais US$ 41 milhões referentes a exportações. A unidade, que vai produzir até 350 mil toneladas por ano de polipropileno (PP), entra em operação em março do ano que vem e deve destinar entre 20% e 25% de sua produção para o mercado internacional.De acordo com o presidente do conselho da petroquímica, uma joint venture entre Braskem e Petroquisa, Luiz de Mendonça, a localização da planta, junto à Refinaria de Paulínia (Replan), vai beneficiar o atendimento do mercado da região Sudeste, responsável por 60% do consumo de polipropileno (PP) na América Latina. "A Petroquímica Paulínia representa ainda um novo modelo de joint venture, com a participação dos sócios na cadeia do negócio. Isso confere vantagens competitivas ao projeto", acrescentou Mendonça.A Petrobras fornecerá o propeno utilizado na produção da resina termoplástica a partir da Replan e da Revap, em São José dos Campos. Segundo o diretor-superintendente da PPSA, Guilherme Guaragna, cerca de 75% da matéria-prima será proveniente da refinaria de Paulínia. A Braskem, por sua vez, que detém participação de 50% na joint venture, utilizará sua estrutura de vendas para colocar o produto da nova petroquímica. Segundo o executivo, a planta poderá produzir 60 diferentes grades de PP. Os investimentos fixos na operação são da ordem de US$ 240 milhões.

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