PIB de 2006 é destaque em semana cheia

A semana pós-carnaval promete muita agitação no mercado financeiro. A agenda de divulgação de indicadores está cheia tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Por aqui, destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, que sai quarta-feira, para o IPCA-15 de fevereiro (amanhã) e para as contas públicas relativas a janeiro (quinta). Nos EUA, saem a primeira revisão do PIB de 2006 (quarta), o índice de inflação PCE de janeiro (quinta) e dados relativos ao mercado imobiliário (quarta e quinta). A projeção mais freqüente dos analistas é de que o PIB do ano passado tenha registrado expansão de 3,2%. O indicador não deve mexer substancialmente com os principais mercados - bolsa, câmbio e juros - por retratar algo que já aconteceu. Mas tem peso político importante, sobretudo num momento em que se discutem mudanças na composição da diretoria do Banco Central (BC). O número será fraco se comparado a outros países emergentes e, como tem ocorrido, o BC será considerado um dos principais responsáveis - senão o principal - pelo desempenho aquém do desejado. Os indicadores de mercado podem ter alguma oscilação anormal após o anúncio do resultado das contas públicas. ?Há uma sensação de aumento de despesas, o que pode piorar as contas?, disse Marcelo Elaiuy, diretor financeiro do Banco Credibel. ?Mas isso não deve acontecer agora por causa dos bons números de arrecadação?, observou. Fábio Knijnki, analista-sênior do BES Investimentos, também chama a atenção para a importância do resultado fiscal. ?Temos visto uma tendência de deterioração desde que (Antonio) Palocci deixou o governo?, disse. ?O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê ainda mais gastos.? Mesmo assim, ele acredita que o superávit primário (economia que o governo faz para reduzir o tamanho da dívida pública) ficará dentro da meta no ano - 3,75% do PIB, considerando o desconto de 0,50 ponto porcentual decorrente do aumento dos investimentos. Nos EUA, os investidores estarão especialmente atentos ao PCE (índice de preços de gastos com consumo pessoal). A expectativa é de que o núcleo do indicador apure alta de 0,2% em janeiro e de 2,3% em termos anualizados. O PCE é o índice de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A instituição considera que a ?zona de conforto? para o PCE está entre 1% e 2% em termos anuais. Para o PIB, a projeção dos analistas é de uma alta de 3,5% no ano.

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