PIB dos EUA decepciona e juros têm queda firme

 A expansão da maior economia do mundo em 2007 foi revisada para 1,9%, de 2,1%

Denise Abarca, da Agência Estado,

30 de julho de 2010 | 17h14

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano estimularam nova rodada de queda dos juros futuros nesta sexta-feira, ao denunciar que a maior economia do planeta vem mostrando recuperação lenta, o que deve imobilizar as taxas de juros por lá no atual patamar histórico de baixa por um longo período.

 

Ao término da negociação normal da BM&F, o depósito interfinanceiro (DI) de outubro de 2010 (122.825 contratos negociados hoje) projetava 10,705%, ante ajuste de ontem a 10,72%; o DI de janeiro de 2011 (493.895 contratos negociados) indicava 10,76%, ante ajuste a 10,82%; o DI de janeiro de 2012 (310.875 contratos negociados) apontava 11,46%, de ajuste a 11,53%; o DI de janeiro 2014 (40.515 contratos negociados) passava de 12% para 11,88%.

 

Ainda na primeira hora de negócios na BM&F, o Departamento do Comércio dos EUA informou que a economia do país desacelerou no segundo trimestre deste ano e o governo norte-americano indicou que a recessão foi mais profunda do que se pensava. O PIB dos EUA subiu 2,4%, em taxa anualizada ajustada sazonalmente, entre abril e junho. O dado do primeiro trimestre foi revisado em alta para mostrar que a economia cresceu 3,7%.

 

No entanto, todas as estimativas para a economia dos EUA desde o início de 2007 foram revisadas para baixo. Os novos números mostram que entre o quarto trimestre de 2007 e o segundo trimestre de 2009 o PIB real norte-americano declinou à taxa média anual de 2,8%. Anteriormente, essa estimativa era de contração de 2,5%. Em todo o ano de 2009, o governo

informou que a economia teve contração de 2,6%, em comparação com a estimativa anterior de contração de 2,4%. Em 2008, o PIB ficou estável, em vez de ter crescido 0,4% como previsto antes. A expansão da maior economia do mundo em 2007 foi revisada para 1,9%, de 2,1%.

 

Essa bateria de dados chega um dia depois de, aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter alertado na ata da reunião de julho que "aumentou a probabilidade de que se observe alguma influência desinflacionária do ambiente externo sobre a inflação doméstica".

 

Os gastos dos consumidores norte-americanos fizeram uma contribuição menor no segundo trimestre subindo 1,6%. O gasto das empresas com equipamentos e software, por outro lado, continuou avançando e subiu 21,9% no segundo trimestre. O núcleo do índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE), que exclui variações de preços nos segmentos de energia e alimentos, subiu 1,1% entre abril e junho, o menor porcentual desde o primeiro trimestre de 2009. O índice cheio de preços PCE avançou 0,1%.

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