PIB dos EUA rouba fôlego do dólar

O resultado do PIB norte-americano ficou muito abaixo das estimativas e provocou um choque nos mercados dos Estados Unidos. O resultado da primeira estimativa referente ao primeiro trimestre do ano ficou em 0,1% ante projeções de 1,1%. As taxas de juros dos Tresuries e os futuros das bolsas de Nova York perderam força e passaram ao terreno negativo. O dólar foi à mínima da sessão ante o euro.

CRISTINA CANAS, Agencia Estado

30 de abril de 2014 | 10h13

No âmbito doméstico, o PIB dos EUA também roubou força das taxa de juros futuras e do dólar, mas fatores internos sustentavam a moeda norte-americana em alta de 0,40%, às 9h38, cotada a R$ 2,241. Lembrando que hoje é dia de formação da Ptax, a taxa oficial de câmbio que será usada na liquidação dos contratos derivativos de dólar e nos swaps leiloados pelo BC, o que afasta os negócios dos fundamentos.

Um pouco antes, os mercados conheceram outro dado norte-americano importante, referente à criação de empregos do setor privado que ficou positivo em 220 mil vagas, ante estimativas de 210 mil. E a reação tinha sido positiva, com alta nas taxas de juros dos Treasuries e no dólar. Os dois indicadores só aumentam as expectativas dos investidores globais para o resultado da reunião do Federal Reserve, que sai às 15 horas já que o dado de emprego reforça a possibilidade de continuidade do desmonte dos estímulos monetários, enquanto o PIB recomenda cautela. Até ontem, antes do PIB, o mercado esperava mais um corte na injeção de recursos de US$ 10 bilhões, para US$ 45 bilhões ao mês e sinais sobre o timing para o aumento da taxa de juros.

Como pano de fundo dos negócios no Brasil e no exterior, além da agenda pesada nos EUA continuam também as preocupações com a situação da Ucrânia e, há pouco, a agência de classificação de risco Fitch avisou que as novas sanções à Rússia poderiam levar ao rebaixamento do rating BBB do país. Desde o início da crise, que envolve o país e a Ucrânia, tanto a Fitch quanto a S&P já revisaram a perspectiva da nota russa de estável para negativa, enquanto a Moody''s também já levantou a possibilidade de um rebaixamento. A crise afetou os mercados russos e provocou um deslocamento de recursos para outros países emergentes, incluindo o Brasil. Um rebaixamento poderia provocar novos movimentos e o mercados acompanha o assunto de perto.

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