PIB e Copom ajudam Ibovespa a subir 2,16%

 A onda de otimismo carregou a Bolsa para seu patamar mais elevado desde 14 de fevereiro

Claudia Violante, da Agência Estado,

27 de fevereiro de 2014 | 17h41

Copom, PIB e balanço da Vale geraram uma onda de otimismo que carregou o Ibovespa para seu patamar mais elevado desde 14 de fevereiro. O resultado foi conduzido por compras generalizadas que deixaram de fora apenas cinco papéis - os únicos a fecharem em baixa.

O Ibovespa terminou a sessão em alta de 2,16%, aos 47.606,75 pontos, maior nível desde 14 de fevereiro (48.201,11 pontos). Na mínima, registrou 46.622 pontos (+0,05%) e, na máxima, 47.781 pontos (+2,54%). Com isso, reduziu a perda do mês para -0,07% e a do ano a -7,57%. O giro financeiro totalizou R$ 5,401 bilhões.

A queda recente da Bovespa, a alta menor da taxa Selic, de 0,25 ponto porcentual, anunciada ontem pelo Copom, e o resultado do PIB do último trimestre de 2013 acima das projeções (+0,7% na margem ante +0,5% no teto das expectativas dos analistas) criaram um ambiente propício para a alta da Bovespa, comentou o sócio-diretor da Easynvest Título Corretora, Marcio Cardoso. Além disso, a alta das bolsas norte-americanas facilitou o movimento de recuperação doméstico, que contou com compra de investidores estrangeiros e locais.

Já o balanço da Vale voltou a mostrar prejuízo maior do que o visto no último trimestre de 2013. O resultado, no entanto, foi impactado pela adesão da empresa ao Refis, e os investidores acabaram repercutindo a melhora operacional da empresa, o que resultou em alta firme das ações. Vale ON terminou em elevação de 1,51% e Vale PNA, de 1%.

A Vale reportou prejuízo líquido de US$ 6,451 bilhões, perda 146,7% maior em relação àquela vista no mesmo trimestre de 2012. No ano, a companhia acumulou lucro líquido de US$ 584 milhões, ante um lucro de US$ 5,454 bilhões em 2012.

Petrobras hoje também subiu - e com força -, recuperando parte das perdas da véspera, decorrente do desapontamento com seu balanço. Os papéis fecharam ontem no pior patamar desde 2005, mas hoje subiram mais de 2%: Petrobras ON, +3,33%, e PN, +2,63%.

A lista de maiores quedas teve hoje apenas cinco empresas: Anhanguera ON (-1,72%), Fibria ON (-0,91%), Metalúrgica Gerdau PN (-0,54%), Cosan ON (-0,28%) e Gerdau PN (-0,13%).

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em alta, repercutindo os indicadores e o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, no Comitê Bancário do Senado. Ela reconheceu os indicadores fracos divulgados nas últimas semanas e disse que o Fed poderá reconsiderar o plano de reduzir gradualmente seu programa de estímulo à economia, caso a perspectiva econômica mude significativamente para pior.

O Dow Jones operava em alta de 0,35% no fechamento da Bovespa, enquanto o S&P subia 0,39% e o Nasdaq avançava 0,54%.

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