PIB fraco dos EUA deve impactar pregão de NY com perdas

As bolsas norte-americanas devem abrir o último pregão de abril em baixa, sinalizam os índices futuros. Após o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre decepcionar, a expectativa agora é para o comunicado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Às 10h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,05%, S&P 500 cedia 0,12% e o Nasdaq recuava 0,33%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

30 de abril de 2014 | 10h32

Esta quarta-feira, 30, tem agenda intensa nos Estados Unidos e começou com a divulgação do relatório ADP, que mede a criação de emprego no setor privado, e veio acima do esperado, mostrando a abertura de 220 mil vagas em abril. A previsão era de 210 mil. O número costuma sinalizar tendências para o relatório geral de emprego ("payroll"), que será divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho.

Logo em seguida foi divulgada a primeira leitura do PIB do período de janeiro a março, que decepcionou Wall Street ao mostrar a economia crescendo apenas 0,1%. Por causa do inverno rigoroso no começo de 2014, os economistas esperavam uma desaceleração no indicador na comparação com o quarto trimestre, quando o PIB avançou 2,6%, mas o dado de hoje acabou mostrando um impacto bem maior do inverno. A expectativa era de que o PIB crescesse 1,1% no período.

Com isso, os índices futuros, que chegaram a subir após a surpresa com o ADP, passaram a cair depois da divulgação do PIB. Também foi divulgado o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), que avançou 1,4% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2013. O indicador, o preferido do Fed para medir a inflação, segue abaixo da meta de 2% do BC norte-americano.

Após os vários indicadores desta quarta-feira, as atenções se voltam para o comunicado da reunião de política monetária do Fed, que será revelado às 15h (de Brasília). A expectativa é de um corte de mais US$ 10 bilhões nas compras mensais de ativos e manutenção das diretrizes futuras sobre as taxas de juros.

Como o encontro não será seguido de entrevista à imprensa, as atenções do mercado se voltam para o texto do comunicado, em busca de mudanças de tom e de avaliações sobre a economia e de pistas sobre quando os dirigentes do BC veem os juros voltando a subir nos EUA, ressalta o economista-chefe da MFR, Joshua Shapiro.

No noticiário corporativo, a agenda de divulgações de resultados tem nomes como o conglomerado de comunicação Time Warner, a gestora Carlyle e a MetLife, maior seguradora de vida dos EUA. Entre as que já soltaram número, o lucro da Carlyle, um dos maiores grupos de private equity (que compram participação em empresas) do mundo, recuou 26% no primeiro trimestre, por conta de menos negócios fechados no período e redução do ritmo de novos investimentos.

O Twitter, que divulgou seus números trimestrais ontem à noite, era um dos destaques de queda no pré-mercado, com perda de 12,34%. O microblog anunciou prejuízo de US$ 132 milhões no primeiro trimestre, bem acima do esperado pelos analistas de tecnologia, que previam algo em torno de US$ 18 milhões. O número de usuários também cresceu menos que o previsto.

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