PIB impulsiona Bolsa de Xangai; HK cai 0,3%

Companhias aéreas e grandes refinarias, favorecidas pela queda no preço do petróleo, impulsionaram o pregão de hoje da Bolsa de Xangai, na China. O índice Xangai Composto registrou alta de 0,3%, mesmo porcentual do índice Shenzhen Composto. Segundo os analistas, o Xangai Composto, que hoje alcançou 1.792,25 pontos, deve ultrapassar a barreira dos 1.800 pontos nas próximas sessões, empurrado pela repercussão do crescimento do PIB chinês no terceiro trimestre. O dado divulgado hoje pelo governo apontou crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, abaixo dos 11,3% apurados no segundo trimestre. A redução indica que novas medidas de contenção da economia não são urgentemente necessárias. A bolsa chinesa também foi apoiada pela demanda de investidores institucionais por ações de grandes empresas, em um movimento que antecede o IPO do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês para Industrial and Commercial Bank of China). ?Estes investidores querem criar um ambiente favorável para a emissão do BICC na próxima semana, porque alguns deles são investidores estratégicos do banco?, explicou um analista da corretora Huatai Securities. China Petroleum & Chemical subiu 1,5%. Entre as companhias aéreas, China Southern Airlines teve alta de 3,4% e Air China ganhou 2,6%. A divulgação do PIB chinês teve pouco impacto no mercado de câmbio. No sistema automático de preços, o dólar se valorizou, apesar de ter se enfraquecido nos mercados internacionais. A cotação da moeda norte-americana subiu para 7,9091 yuans, contra 7,9068 yuans ontem. A Bolsa de Hong Kong interrompeu uma série de sete pregões consecutivos de alta. Em meio a realizações de lucros, o índice Hang Seng declinou 0,3%. Ações de empresas do setor imobiliário que investem na China foram bastante negociadas. O índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipé, em Taiwan, recuou 0,3%, pressionado pela queda na cotação das ações de empresas de tecnologia e pela realização de lucros em outros setores. De acordo com um analista, as empresas de semicondutores foram negativamente influenciadas pelas projeções conservadoras do setor de tecnologia dos EUA para o quarto trimestre. Na Coréia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul ficou praticamente estável, com um declínio de apenas 0,01%. O mercado sul-coreano ainda reflete as preocupações com a questão nuclear da Coréia do Norte. Samsung Electronics teve queda de 0,9% e Hyundai Engineering & Construction subiu 1,2%. A Bolsa de Sydney, na Austrália, encerrou o dia com o índice S&P/ASX 200 em queda de 0,5%. Os operadores acreditam que, depois de ter ganhado cerca de 7% em três semanas, o mercado local tende a declinar. As ações da rede varejista Coles Myer desabaram 9% depois que a empresa recusou a oferta de compra feita por um consórcio, liderado pelo fundo de participações Kolberg Kravis Roberts. Os papéis da mineradora Rio Tinto subiram 1,1%, em reação aos comentários emitidos ontem por analistas, que elogiaram o nível de produção alcançado pela empresa no terceiro trimestre e a compra de uma participação nas Minas Ivanhoe. As ações da BHP Billiton recuaram 1%. Nas Filipinas, o índice PSE Composto da Bolsa de Manila avançou 2% e atingiu 2,597,15 pontos, o maior nível dos últimos sete anos. O índice foi apoiado pelo sentimento geral em relação às perspectivas econômicas do país. Philippine Long Distance Co., a ação mais negociada, teve valorização de 3,2%. O índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur (Malásia) encerrou o pregão com alta de 0,30%. Na Bolsa de Cingapura, o índice Strait Times fechou a sessão com ganho de 0,95%. Na Indonésia, o índice JSX Composto da Bolsa de Jacarta terminou o dia com avanço de 0,26%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 07h11

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