PIB mais forte dos EUA impulsiona dólar, que volta ao nível de R$ 2,70

Moeda disparou após anúncio de crescimento maior que o esperado da economia americana; mercado agora fica à espera de anúncio sobre o futuro do programa cambial do Banco Central 

Silvana Rocha , O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 16h53

Enquanto o PIB dos Estados Unidos cresceu 5% no terceiro trimestre, o Banco Central brasileiro anunciou uma redução em sua projeção para o crescimento da economia do País em 2014 de 0,7% para somente 0,2%. Em meio a esse contraste, os agentes financeiros no Brasil se sentiram ainda mais motivados a acompanhar o movimento global de busca de proteção no dólar. O resultado foi a disparada da moeda norte-americana no mundo e ante o real brasileiro, que voltou a fechar no patamar de R$ 2,70, após cair para o nível de R$ 2,65 durante a manhã.

A expectativa agora para o mercado de câmbio se volta para as condições do futuro programa de swap cambial do Banco Central em 2015. O diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, informou que serão anunciados nos próximos dias os parâmetros do programa de swap cambial a partir de 2015. "Até 31 de dezembro está dado", disse. Segundo ele, o câmbio é flutuante e o programa não foi feito para formar a taxa. Ele disse que durante a vigência do programa de swap o dólar variou de R$ 2,20 a R$ 2,75.

No mercado à vista, o dólar encerrou a sessão em alta de 1,69%, a R$ 2,7070 - valor mais alto desde 16 de dezembro deste ano, quando a moeda terminou a R$ 2,7410, com alta de 2,01%. O volume financeiro negociado somou cerca de US$ 1,031 bilhão. Durante o dia, a moeda oscilou 2,04%, de uma mínima, a R$ 2,6520 (-0,38%), à máxima, a R$ 2,7080 (+1,73%). Em dezembro, o dólar a vista acumula alta de 5,45% e, no ano, sobe 14,90%.

Nesta antevéspera do Natal, a moeda norte-americana começou o dia com oscilações mais perto da estabilidade, sem direção única e conectada ao exterior, em meio à espera pelo PIB dos EUA. Mas o fluxo cambial positivo e fatores técnicos relacionados com as rolagens de contratos cambiais e a formação da taxa Ptax de encerramento de dezembro e do ano também pesaram muito para o enfraquecimento do dólar durante a manhã. Foi só com os dados melhores do PIB que o dólar se firmou em alta. 

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