Plano da Petrobras prevê aumento de 166,5% na oferta de gás até 2011

O plano de negócios da Petrobras para o período 2007-2011 prevê uma oferta de gás natural 166,5% maior que a atual, passando de 45,4 milhões de metros cúbicos diários consumidos hoje para 121 milhões de metros cúbicos diários em 2011. Nas palavras do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, "é uma explosão de demanda", com crescimento anual de 17,7% ao ano. Desse total, 71 milhões virão da produção doméstica, hoje insignificante. Para garantir a produção nacional, a Petrobras conta com a Bacia do Espírito Santo e de Santos. Gabrielli disse, durante teleconferência para analistas e investidores, que tem uma "certa confiança" da entrada em operação já em 2007 da Bacia do Espírito Santo e espera para 2009 o início da Bacia de Santos. Essas são as datas previstas no plano de negócios, mas Gabrielli foi questionado sobre a viabilidade das datas, em razão de a Bacia de Santos ter apresentado algumas dificuldades, principalmente na contratação de navios. Apesar de não ser tão incisivo ao falar sobre datas, Gabrielli afirmou ter certeza de que a demanda projetada será atendida, já que as estimativas do plano incluem o consumo de todas as termelétricas movidas a gás natural no Brasil. "A hipótese de todas elas serem despachadas é muito remota, estamos sendo bastante conservadores nas nossas estimativas", disse ele. A Petrobras ainda conta com a implantação de duas unidades de regaseificação, que permitirão a importação de Gás Natural Liquefeito (GNL), transportado por navios. Nestas unidades serão processados 20 milhões de metros cúbicos diários. Na oferta também está incluída a importação de 30 milhões de metros cúbicos diários que vêm da Bolívia. Gabrielli reafirmou que o fornecimento do país vizinho será mantido, mas não deu detalhes sobre as negociações em curso com o governo boliviano para definir um novo preço para o gás natural e as condições de indenização da Petrobras em razão da nacionalização das atividades de petróleo e gás decretada na Bolívia.

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