Plano do Unibanco e Rodobens não requer comprovação de renda

O volume de negócios do Plano Único, sistema para compra de imóveis com características de consórcio e financiamento lançado no final de 2004 pelo Unibanco em conjunto com a Rodobens Negócios Imobiliários, deve alcançar R$ 420 milhões em 2006, o que representa um crescimento de 20% em relação ao ano passado, quando o sistema comercializou 6,2 mil cartas de crédito, o equivalente a R$ 350 milhões. De acordo com o diretor do grupo Lincoln Veloso, Rodrigo Veloso, que representa o plano em Minas Gerais, a procura pela modalidade, utilizada na compra de imóveis prontos, vem aumentando porque o sistema oferece taxas menores do que as praticadas no mercado, além de ser desburocratizado. "Não é preciso comprovar renda, já que o imóvel é dado como garantia", informa. O executivo explica que o Plano Único foi criado com a ajuda de pesquisa encomendada à Fundação Getúlio Vargas, que mapeou as principais dificuldades para aquisição de um imóvel no Brasil. O plano viabiliza o acesso a uma carta de crédito em até 36 meses - sem comprovação de renda, sem avalista e sem juros. Após o recebimento da carta de crédito, o cliente paga o restante do financiamento em até 64 meses. A modalidade possibilita a compra de imóveis a partir de R$ 40 mil. Os recursos podem ser usados para a compra de qualquer imóvel urbano, residencial ou comercial, novo ou usado em qualquer parte do Brasil. Durante os três primeiros anos de financiamento, as parcelas são fixas. A partir daí, a correção é feita pela TR (Taxa Referencial). As taxas cobradas são de 5,16% no primeiro ano e 3,26% nos anos seguintes. Para efeito de comparação, através do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) a taxa de juros varia de 10 a 15%. "Caso aconteça qualquer imprevisto, como a perda do emprego, o cliente poderá receber 98% do valor pago até o momento (excluindo taxa de administração e o seguro), desde que ainda não tenha comprado o imóvel", ressalta Veloso. O montante é devolvido em seis parcelas. No ano passado o valor médio das cartas de crédito foi de R$ 60 mil, cifra que deverá ser mantida neste ano. Atualmente 40% dos negócios estão concentrados no Estado de São Paulo, enquanto Minas Gerais participa com 8%.

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