Plano grego alavanca bolsas da Ásia

Hong Kong subiu 1,5% e encerrou aos 22.398,10 pontos; Xangai, na China, avançou 1,6%, beneficiado pela presença de investidores em busca de ofertas de ocasião nas empresas de carvão e de metais

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

30 de junho de 2011 | 07h44

A aprovação do pacote de austeridade fiscal pelo Parlamento da Grécia teve forte impacto positivo nos mercados da Ásia. Nesta quinta-feira, a maioria dos mercados da região fechou com alta acentuada.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,5% e encerrou aos 22.398,10 pontos. Apesar do bom resultado, o índice apresentou queda de 5,4% no mês de junho, o pior desempenho entre os mercados regionais.

Já as Bolsas da China foram beneficiadas pela presença de investidores em busca de ofertas de ocasião nas empresas de carvão e de metais. Os investidores renovaram as expectativas de que Pequim poderá relaxar a política doméstica de aperto monetário, após a definição da situação fiscal grega. O índice Xangai Composto ganhou 1,2% e terminou aos 2.762,08 pontos - desde o início do ano, contudo, o índice acumulou queda de 1,6%. O índice Shenzhen Composto avançou 1,4% e encerrou aos 1.155,89 pontos.

O yuan ficou praticamente estável em relação ao dólar, após o Banco Central chinês também manter estável a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4718 yuans para 6,4716 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4640 yuans, de 6,4635 yuans do fechamento de quarta-feira - a moeda chinesa se valorizou 5,6% em relação à unidade dos EUA desde junho de 2010.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou em alta, com ganhos em ações do setor financeiro diante da expectativa de que a alta na taxa de juros irá aumentar as margens dos bancos. O índice Taiwan Weighted avançou 0,4% e terminou aos 8.609,88 pontos.

Na Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, o índice Kospi teve alta de 0,3% e fechou aos 2.100,69 pontos. Seguradoras, corretoras e empresas de telecomunicações lideraram os ganhos.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou com a maior alta em sete meses. O índice S&P/ASX 200 ganhou 1,7% e encerrou aos 4.608,0 pontos. Compras de encerramento do ano financeiro exageraram a reação positiva à aprovação do pacote de austeridade na Grécia.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila também fechou em alta, influenciada pelos ganhos em Wall Street e pelas notícias mais otimistas vindas da Grécia. O índice PSE subiu 0,99% e terminou aos 4.291,21 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve expressiva alta, seguindo os ganhos nos demais mercados regionais e o fechamento positivo em Wall Street com a melhora do sentimento sobre a situação da dívida europeia. Papéis de grande capitalização também tiveram forte demanda no último dia de negociações do primeiro semestre, uma vez que os fundos procuraram blue chips antes de fecharem as compras para o fim do trimestre. O índice Straits Times subiu 1,3% e fechou aos 3.120,44 pontos, maior nível desde 6 de maio.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, avançou 1,5% e fechou em novo recorde, aos 3.888,57 pontos, uma vez que fundos estrangeiros adquiriram papéis de empresas relacionadas a produtos de consumo e de bancos para remodelar seus portfólios para o fim do primeiro semestre.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, ganhou 0,8% e fechou aos 1.041,48 pontos, em linha com os ganhos da maioria das bolsas externas, uma vez que a amenização das preocupações sobre a crise da dívida europeia impulsionou o sentimento. Também as compras para recomposição de carteiras do fim do semestre colaboraram para a alta.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve recorde de alta, subindo 0,3% e fechando aos 1.579,07 pontos, com papéis dos setores financeiro, de tecnologia e de construção liderando os ganhos. Também recomposição de carteiras do fim do semestre ajudaram no avanço. As informações são da Dow Jones.

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