Poço da BP no Golfo do México é oficialmente fechado; ações sobem

Almirante da Guarda Costeira dos EUA afirmou que o poço está ‘efetivamente morto’

Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de setembro de 2010 | 07h47

O poço da britânica BP que provocou o maior vazamento de petróleo em alto mar da história dos EUA está oficialmente desativado, depois que testes verificaram a força da tampa de cimento que foi colocada no local. Thad Allen, almirante reformado da Guarda Costeira dos EUA responsável pela resposta ao vazamento, afirmou ontem que o poço está "efetivamente morto". As ações da BP subiram nesta manhã com a notícia, dando sustentação à Bolsa de Londres. Às 7h45 (de Brasília), a BP tinha alta de 1,79%, enquanto o índice FT-100 avançava 1,22%.

"Medidas regulatórias adicionais serão realizadas, mas nós podemos declarar agora, definitivamente, que o poço Macondo não continua impondo ameaça ao Golfo do México", disse o almirante. O anúncio marca o fim oficial de cinco meses de esforços para tampar permanentemente o poço que despejou mais de 4 milhões de galões de petróleo bruto no Golfo do México.

Em abril, a explosão da plataforma Deepwater Horizon, operada pela britânica BP, resultou na morte de 11 trabalhadores e no vazamento. O fluxo de petróleo foi contido em julho e a contenção foi fortalecida posteriormente quando a empresa empurrou o petróleo de volta para o reservatório com lama pesada e cimento, no início de agosto.

No entanto, autoridades dos EUA insistiam que o poço Macondo deveria ser selado desde o fundo, por meio de um poço de alívio, para garantir que ele não vazasse novamente. A operação foi finalizada na sexta-feira e testes de cimento que terminaram no domingo confirmaram que "o poço foi permanentemente selado com tampas de cimento", afirmou o governo norte-americano em um comunicado.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em um comunicado que o sucesso da operação é "um marco importante" na resposta de sua administração ao vazamento. Obama afirmou que o governo dos EUA continua "comprometido em fazer tudo o mais que for possível para garantir que a costa do Golfo se recupere completamente desse desastre".

O executivo-chefe da BP, Tony Hayward, afirmou que "ainda há mais trabalho a ser feito. "O compromisso da BP de completar nosso trabalho e restaurar os danos causados ao Golfo do México, à costa do Golfo e à vida das pessoas da região permanece inalterado", declarou. A BP informou que o custo da resposta ao vazamento até que o poço fosse selado atingiu US$ 9,5 bilhões. As informações são da Dow Jones.

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