Poder da Vale anima Bovespa

As ações da Vale do Rio Doce dispararam nesta quinta-feira, refletindo o poder da companhia na negociação com siderúrgicas e a expectativa de reajuste atrativo no preço do minério de ferro. Os papéis preferenciais classe A (PNA) da companhia subiram 2,68% e encerraram o dia a R$ 93,90, num dia em o índice Bovespa subiu 0,76% e o volume de negócios com o papel (R$ 293 milhões) superou o apurado no principal papel do Ibovespa, Petrobras PN, com R$ 205 milhões). A euforia era resultado, do anúncio, depois do encerramento do pregão da Bovespa na quarta-feira, de que a companhia pediu reajuste de 24% para os preços do minério de ferro. O mercado reagiu espelhando o que houve ano passado: dias depois de a Vale informar o reajuste por ela defendido, as negociações foram concluídas. A Vale pediu, naquela ocasião, 90%; e o reajuste, em 2005, ficou em 71,5%. Proporcionalmente, o mercado avalia que os preços devem subir 16% este ano, patamar que confirma expectativas. A previsão leva em conta o teto de 24% apresentado pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a indicação de que as siderúrgicas chinesas estão dispostas a aceitar um reajuste entre 10% e 12%. Especialistas explicam que o novo aumento é favorecido pelo cenário de crescimento da economia mundial, acompanhado pela evolução da produção industrial, além da recuperação dos preços do aço. Outro fator positivo é a alta cotação do minério de ferro no mercado no mercado spot, que chega a ter um prêmio de até 30% sobre os preços de contratos de longo prazo. A alta das ações da Vale ocorreu num dia favorável para os papéis de outras mineradoras espalhadas pelo mundo. A passagem de um furacão na Austrália fechou os três principais portos do país e interrompeu a exportação de minérios de ferro. O resultado do desastre será aumento de preços e escassez do produto, o que favorece as vendas de outras mineradoras.

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