Por aversão ao risco, apenas 12 ações do Ibovespa sobem

Bovespa segue com perdas acia de 1% devido a tensões envolvendo a Rússia e a Ucrânia

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

25 de abril de 2014 | 14h21

A aversão ao risco persiste nos mercados neste começo de tarde. Este quadro está atrelado, basicamente, às tensões envolvendo Rússia e Ucrânia. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que iria consultar líderes europeus ainda hoje sobre a crise ucraniana, sinalizando que a Rússia pode sofrer sanções adicionais por ter anexado a região da Crimeia no mês passado e por supostamente ter desrespeitado um acordo para reduzir a violência no leste da Ucrânia. Ontem, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, alertou que Moscou "pagará um preço alto" se não mudar de atitude.

Nesse ambiente, a Bovespa segue com perdas superiores a 1%, com apenas 12 de 72 ações da carteira teórica no campo positivo às 13h27. As duas maiores empresas da Bolsa, Vale e Petrobras, operam com baixa de quase 2%. No caso da mineradora, a decisão de ontem do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável à empresa no que tange à tributação de coligadas no exterior continuou repercutindo. O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, disse hoje que a Receita Federal "não estava e não está" considerando devolver para a Vale valores pagos pela mineradora em impostos, após a adesão desta ao Refis.

No horário acima, o Ibovespa tinha baixa de 1,04%, aos 51.280.37 pontos. Petrobras ON e PN registravam recuo de 2,16% e 1,74%, respectivamente. Vale ON e PNA, por sua vez, perdiam 2,11% e 2,38%, nesta ordem. Entre as poucas altas do índice, aparece Itaú Unibanco PN (+0,41%). Em Nova York, os índices seguem em baixa. O Dow Jones recuava 0,65%, o S&P 500, -0,58%, e o Nasdaq, -1,31%.

Enquanto isso, o dólar segue exibindo avanço consistente em relação ao real, motivado por fatores externos, como a aversão ao risco oriunda da Ucrânia, mas principalmente pelas incertezas em relação à rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 2 de maio. Na quinta-feira, 24, o Banco Central não anunciou nenhuma rolagem para hoje e levou os investidores a trabalharem com a possibilidade de que a autoridade deixará uma parcela dos contratos vencer, representando a retirada de US$ 2,233 bilhões do mercado.

Assim, o dólar à vista no balcão subia 0,81% às 13h30, cotado a R$ 2,2350. Esse comportamento da moeda dos EUA faz com que os vencimentos de juros futuros mais curtos se mantenham perto da estabilidade, enquanto as taxas mais longas recuam de olho nos yields dos Treasuries. No horário acima, a taxa do DI para janeiro de 2015 estava na máxima de 11,00%, ante 10,99% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2021, por sua vez, recuava para 12,48%, de 12,53% no ajuste da véspera.

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