Porto de Santos terá novo terminal em cinco anos

O Porto de Santos terá seu primeiro terminal "multi purpose" funcionando em no máximo cinco anos. A instalação, que vai operar tanto granéis líquidos quanto contêineres, já começou a ser planejada pela empresa Brasil Terminal S.A. e deve custar entre R$ 750 e R$ 800 milhões. O empreendimento será em uma área de 292 mil metros quadrados na Alemoa, que está ambientalmente comprometida, pois abrigou durante 30 anos um lixão, desativado em 2003. Os custos com a remediação ambiental estão estimados em R$ 300 milhões.A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) comemora os projetos para o local, que no passado lhe rendeu muita dor de cabeça. "Estamos passando para a iniciativa privada o ônus da remediação ambiental de uma área que era utilizada pelo poder público", disse o Diretor Comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico. Ele admite que com um passivo de R$ 800 milhões a estatal não teria como investir os R$ 300 milhões necessários na recuperação da área.Pierdomenico destaca que o novo terminal vai ampliar a capacidade operacional do Porto, transformando um passivo financeiro em um ativo financeiro e operacional. De acordo com ele, o contrato de arrendamento da área estipula que o terminal precisa movimentar 72 milhões e 400 mil toneladas em 20 anos de operação. Considerando os cinco anos que levará para ficar pronto, é esperada uma movimentação mínima de 4 milhões e 800 mil toneladas por ano. Em 2007, o Porto de Santos movimentou 76.297.193 milhões de toneladas de cargas, ou seja, o terminal traria hoje um crescimento de 6% na capacidade total do porto.O Diretor Geral da Brasil Terminal, Henry James Robinson, lembra que em 2012, quando o terminal entrar em funcionamento, o cais santista estará muito próximo do limite de operação de suas principais cargas. "É um 'timing' bom, estratégico para a manutenção do Porto de Santos". Robinson destaca que a diversificação de cargas que poderão ser operadas é outra vantagem do empreendimento. "A operação vai ser relativa à demanda da época, pode ser contêiner, granel líquido, etanol", explica.De acordo com Robinson, que até semana passada era diretor da Libra Terminais, a Brasil Terminal é controlada por dois grupos internacionais - um norte-americano e um europeu, o Europe Terminals, que opera mais de 40 terminais portuários ao redor do mundo. A empresa foi formada em novembro, quando comprou a Petrodan, que possuía os arrendamentos da área do antigo lixão.

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