Posição especulativa contra euro bate recorde pela 3ªsemana seguida

Posição líquida de investidores não-comerciais vendidos em euros aumentou para US$ 10,2 bilhões (60 mil contratos)

Patricia Lara, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 11h27

O bloco dos especuladores continua dando "au revoir", "auf Wiedersehen", "adiós" ou "arrivederci" ao euro. Não importa a língua. Pela terceira semana consecutiva, a posição líquida vendida em euros de operadores classificados como não-comerciais atingiu uma máxima histórica na Comissão de Negócios com Futuros de Commodities (Commodity Futures Trading Commission ou CFTC em inglês), o que mostra que não há sinal de alívio para a moeda europeia, mesmo diante do empenho das autoridades para socorrer países em dificuldades fiscais, como a Grécia.

 

A posição líquida de investidores não-comerciais vendidos em euros aumentou para US$ 10,2 bilhões (60 mil contratos), segundo divulgou a CFTC, na última sexta-feira, com base em dados coletados até a terça-feira, dia 16. Na semana encerrada em 2 de fevereiro, a posição líquida vendida em euros desse grupo de operadores era de US$ 7,6 bilhões. Cresceu para US$ 9,9 bilhões na semana até 9 de fevereiro e, agora, para os US$ 10,2 bilhões.

 

O dado computa a posição do grupo chamado de traders não-comerciais, que reúne investidores que usam contratos futuros de commodities para fins de especulação sobre a variação cambial e não para proteção sobre a oscilação de preços de commodities e produtos relacionados à venda ou compra em países com moedas diferentes.

 

A CFTC é um órgão norte-americano que tem a tarefa de assegurar a eficiência e transparência das operações em mercados abertos e divulga relatórios semanais sobre o dado.

 

A posição vendida, normalmente, é um indício de que os investidores acreditam que o preço do ativo (euro) deve recuar. E a descrença sobre o euro é forte. O relatório mostra que para cada 2,7 operadores que projetam desvalorização do euro, há apenas um prevendo que a moeda pode subir ante outras divisas. Esse desequilíbrio das expectativas sobre o comportamento da moeda europeia, no entanto, sugere que qualquer revés do comportamento do euro implicará perdas profundas para esses operadores "vendidos", que poderão ter de revisar suas estratégias. "Mas é difícil encontrar razões para que o mercado fique excitado com as perspectivas para o euro no curto prazo", comentaram os estrategistas do banco canadense, Camilla Sutton e Sacha Tihanyi.

 

O levantamento considera o equilíbrio de forças de nove moedas. Além do euro, o dado acompanha o interesse por dólar, iene, franco suíço, peso mexicano, dólares australiano, neozelandês e canadense, libra esterlina.

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