Possível estímulo na China sustenta bolsas da Europa

As bolsas europeias operam em alta pela segunda sessão consecutiva, ainda impulsionadas por esperanças de que a zona do euro e a China adotem novas medidas de estímulo econômico.

SERGIO CALDAS, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

26 de março de 2014 | 07h53

As ações na Europa vêm se recuperando das perdas vistas no começo da semana, que vieram após os últimos sinais de uma forte desaceleração na China, em meio à impressão crescente de que Pequim vai tomar novas ações para sustentar a economia. Comentários feitos por autoridades do Banco Central Europeu (BCE) também alimentaram expectativas de medidas adicionais de estímulo na área do euro.

Na terça-feira, 25, os presidentes dos bancos centrais da Alemanha, Jens Weidmann, e Finlândia, Erkki Liikanen, disseram que o uso de taxas de juros negativas para depósitos é uma possível opção do BCE para enfrentar um recuo muito brusco da inflação. Já o presidente do BCE, Mario Draghi, reiterou em Paris que a instituição fará o que for necessário para salvaguardar a economia da região.

"Os comentários de ontem são um novo lembrete de que o BCE pode fazer mais se identificar riscos reais de deflação e que certamente quer passar a mensagem de que ainda tem munição", disse Jan von Gerich, estrategista de renda fixa do Nordea.

No mercado de câmbio, o euro continua se enfraquecendo ante outras divisas após as declarações dos dirigentes do BCE. Entre moedas emergentes, o rublo da Rússia se destacou ao atingir seu maior valor em cinco semanas antes o dólar, favorecido pela diminuição das preocupações com a crise da Ucrânia.

Nesta quarta-feira, 26, os investidores na Europa também vão acompanhar as encomendas de bens duráveis dos EUA referentes a fevereiro, com divulgação prevista às 9h30 (de Brasília).

Às 7h31 (de Brasília), todas os principais mercados acionários europeus operavam no azul. Enquanto Londres subia 0,54%, Paris ganhava 0,92%, Frankfurt mostrava uma alta mais robusta, de 1,24%, e Milão avançava 0,72%. Entre as moedas, o euro se enfraquecia a US$ 1,3799, de US$ 1,3828 no fim da tarde de ontem, mas a libra avançava a US$ 1,6535, de US$ 1,6532.

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