Possível redução de estímulos nos EUA faz petróleo subir

Às 7h26 o brent para outubro subia 0,16% na ICE, para US$ 115,45 por barril

Agencia Estado

06 de setembro de 2013 | 07h49

Os contratos de petróleo operam com leve alta, enquanto os riscos de uma redução dos estímulos à economia dos Estados Unidos e de uma intervenção militar na Síria são embutidos nos preços. O relatório mensal sobre o mercado de trabalho dos EUA, que será divulgado nesta sexta-feira, 6, vai fornecer as últimas informações sobre emprego antes da decisão de política monetária do Federal Reserve, destacou Ole Hansen, analista do Saxo Bank. "Apenas um dado surpreendentemente negativo terá efeito sobre o preço do petróleo hoje", disse. "Mas é difícil saber de onde pode sair isso", acrescentou.

Tanto o fim dos estímulos nos EUA quanto os atuais problemas no setor petroleiro do Oriente Médio estão refletidos nos preços do petróleo, segundo Hansen. De todo modo, caso realmente ocorra um ataque à Síria, existe potencial para mais aumentos nos preços.

A diferença entre o valor do brent e o do contrato negociado na Nymex, que se ampliou novamente depois de ter diminuído alguns meses atrás, oferece arbitragem para os operadores, como observaram analistas da JBC Energy, alertando que há riscos envolvidos.

"O spread (prêmio) direto entre o brent e o contrato da Nymex voltou a cerca de US$ 7 por barril. Um movimento na Síria pode ampliar isso ainda mais, enquanto a falta de ação pode provocar recuo para entre US$ 3 e US$ 4 rapidamente, como aconteceu em julho", afirmaram.

Às 7h26 (pelo horário de Brasília), o brent para outubro subia 0,16% na ICE, para US$ 115,45 por barril, enquanto o contrato para outubro negociado na Nymex avançava 0,25%, para US$ 108,64 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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