Preço do níquel atinge nível mais alto desde maio de 2008

Contratos de ouro fecharam em alta, tendo como principal catalisador a fraqueza do dólar após o fraco dado de trabalho nos EUA

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

31 de março de 2010 | 15h54

O níquel subiu para seu nível mais alto desde maio de 2008 na London Metal Exchange (LME), impulsionado por novas compras de fundos e reposição de estoques de consumidores produtores de aço inoxidável. Traders disseram que os fortes fatores técnicos permitiram o metal a dar continuidade ao movimento ascendente da última semana, apesar do mercado físico não estar extremamente apertado.

 

Os demais metais básicos também fecharam em alta, mas abaixo das máximas, uma vez que o fraco dado do mercado de trabalho divulgado nos EUA esfriou um pouco o sentimento no mercado.

 

Os contratos de níquel para três meses alcançaram a máxima intraday de US$ 25.085,00 por tonelada antes de fecharem a US$ 24.995,00 por tonelada na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, com uma alta de US$ 645,00 (2,65%).

 

"A demanda física está razoável, mas nada para justificar os US$ 25 mil", disse Gordon Buchanan, trader de níquel da corretora britânica Stratton Metals.

 

Traders observaram que a demanda por aço inoxidável se recuperou e que existe uma escassez de oferta em locais específicos, contudo, existe uma ampla oferta global do metal. "Se não fosse pelos fundos, eu diria que existe bastante níquel para ser vendido para atender a demanda", disse o diretor de uma corretora de metais europeia.

 

O próximo alvo para o preço do níquel provavelmente está ao redor de US$ 26.300/US$ 26.400 por tonelada, disse Buchanan, observando que pode ocorrer em algum ponto uma correção em baixa para consolidação dos ganhos. "Tecnicamente, estamos em um território com posições excessivamente compradas. Estamos vendo um grande recuo", acrescentou.

 

Entre as notícias do dia, a pesquisa ADP/MA apontou a perda de 23 mil vagas no setor privado em março, resultado que ficou bem abaixo das expectativas dos analistas entrevistados pela Dow Jones, que esperavam um aumento de 50 mil vagas.

 

"Eu penso que as pessoas sentiram um pouco de arrepio do dado e ficaram um pouco mais cautelosas", disse um trader de metais em Londres. Contudo, ele acrescentou que o cobre, zinco e níquel, ficaram todos próximos a importantes níveis de resistência e podem ampliar os ganhos durante o segundo trimestre - que é sazonalmente mais forte - depois de um período de consolidação.

 

Os contratos de cobre para três meses caíram US$ 64,00 (0,82%) e fecharam a US$ 7.785,00 por tonelada no kerb da tarde, pressionados por uma mistura de realização de lucro e vendas de arbitragem de participantes do mercado chinês. Traders disseram que a dificuldade do cobre em subir acima de US$ 8 mil por tonelada fez com que perdesse parte do seu impulso.

  

Entre outros metais, os contratos de chumbo para três meses subiram US$ 12,00 e fecharam a US$ 2.147,00 por tonelada no kerb da tarde; os contratos de alumínio para três meses avançaram US$ 29,00 e fecharam a US$ 2.322,00 por tonelada; os contratos de estanho para três meses subiram US$ 60,00 e fecharam a US$ 18.425,00 por tonelada. Por outro lado, os contratos de zinco para três meses caíram US$ 4,00 e fecharam a US$ 2.375,00 por tonelada.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de cobre fizeram uma pausa da recente alta e fecharam em leve baixa, depois de um inesperado fraco dado de emprego no setor privado dos EUA e alguma realização de lucro. Contudo, o dólar mais fraco limitou as perdas do metal.

 

Os contratos de cobre para maio - os mais líquidos - caíram US$ 0,0100 (0,28%) e fecharam a US$ 3,5535 por libra peso.

 

Já o complexo de metais preciosos negociados na Comex fechou em alta, tendo como principal catalisador a fraqueza do dólar após o fraco dado do mercado de trabalho. Tecnicamente, a recente habilidade dos metais preciosos em se manter acima dos níveis de suporte técnico dos modelos gráficos também estimulou as compras, segundo traders.

 

Os contratos de ouro para junho - os mais líquidos - subiram US$ 8,80 (0,80%) e fecharam a US$ 1.114.50 por onça-troy; os contratos de prata para maio - os mais líquidos - subiram US$ 0,205 (1,13%) e fecharam a US$ 17,526 por onça-troy. As informações são da Dow Jones.

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