Preço do petróleo cai com venda especulativa

Os contratos futuros de petróleo são negociados em queda, com leves vendas especulativas após ter rompido um nível importante de resistência de US$ 55. Os operadores, no entanto, avaliavam que o recuo era limitado por previsões de continuação da onda de frio no nordeste dos Estados Unidos, além da renovação das preocupações geopolíticas. Às 11h27, o petróleo para março cedia 0,58%, a US$ 55,10 por barril, na plataforma eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), após ter tocado a máxima de US$ 55,96, o que correspondeu ao maior nível em mais de duas semanas. A mínima foi de US$ 54,76. Na sexta-feira, o contrato fechou em alta de 2,19%, acima de US$ 55. Na ICE, em Londres, o petróleo recuava 0,78%, a US$ 54,86 o barril. Mas a máxima da commodity forneceu uma resistência árdua e os ganhos foram perdendo força e substituídos por vendas especulativas estimuladas pelo preço acima de US$ 55 por barril. "US$ 55 emergiu como uma certa barreira para o movimento de alta e não é surpreendente observarmos vendas acima desse patamar", comentou um operador. No entanto, o clima continuava dando suporte para os preços. "Uma onda de ar ártico está parada em toda a Costa Leste dos EUA", afirmou a AccuWeather, afirmando que não há sinais de dissipação no curto prazo. Essa previsão acalentava a expectativa de que o momento de alta recente do petróleo continuaria. Segundo o analista da Sucden, Michael Davies, o mercado também recebia o suporte dos recentes fatos em torno do programa nuclear do Irã. Ele se referia a comentários do parlamentar Alaeddin Boroujerdi, que afirmou, sábado, que o Irã está instalando, atualmente, 3 mil centrífugas em uma unidade de enriquecimento de urânio, evidenciando a disposição de o país prosseguir em seu objetivo de desenvolvimento do programa nuclear. No entanto, autoridades iranianas negaram a informação. Outro fator que dava suporte aos preços era o recrudescimento das tensões na Nigéria, após rebeldes nigerianos terem atacado uma estação policial em Port Harcourt. As informações são da Dow Jones.

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