Prejudicada por petróleo, Bovespa tem perda de 1,67%

Pressionada pela forte desvalorização do petróleo e das commodities metálicas e passada a novidade do segundo turno nas eleições presidenciais, a Bovespa devolveu hoje toda a alta de ontem (1,67%). O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou na mínima, em baixa de 1,67%, aos 36.437 pontos. Em nenhum momento do dia, a Bolsa operou no terreno positivo. O volume negociado ficou em R$ 2,16 bilhões. Nem o ganho da Bolsa de Nova York, em que o índice Dow Jones fechou em nível recorde, ajudou a Bolsa paulista a se recuperar. O barril do petróleo encerrou em queda de 3,85% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), a US$ 58,68, o menor valor desde fevereiro. A desvalorização aconteceu depois de a Universidade Estatal do Colorado reduzir suas previsões de furacões, em conseqüência do efeito El Niño, e do Departamento de Energia dos EUA ter anunciado que irá adiar as compras de petróleo para preencher as reservas estratégicas de petróleo. Na Bovespa, o resultado foi a baixa expressiva nas ações da Petrobras. Os papéis preferenciais recuaram 4,22% e os ordinários cederam 4,71%. Como é a empresa que tem mais peso no Ibovespa (15%, na soma dos dois tipos de ações), a Petrobras foi a principal razão da queda do índice hoje. Além disso, a desvalorização das commodities metálicas, a reboque do movimento no mercado de petróleo, derrubou as ações da Vale do Rio Doce, segunda empresa de maior peso no índice (13,5%, somando os dois tipos de papéis). As ações preferenciais classe A perderam 3,64% e as ordinárias registraram baixa de 3,88%.

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