Prêmio de risco dos bônus soberanos de países em desenvolvimento recua

Bônus brasileiros deram um salto, recuperando parte do terreno perdido nas últimas sessões

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

10 de fevereiro de 2010 | 08h32

As esperanças de que a União Europeia (UE) possa estar agindo para salvar a Grécia

dos seus problemas fiscais geraram uma virada positiva no mercado da dívida de países emergentes, depois de dias de pesadas vendas, segundo traders e analistas.

 

O spread de risco dos bônus soberanos dos principais países em desenvolvimento caiu, enquanto os mercados de ações e os Treasuries perderam terreno com a melhora no apetite por risco.

 

Contudo, os preços dos ativos de renda fixa subiram apenas marginalmente, um sinal de que o

mercado continua cético no curto prazo, disseram traders. "Estamos vendo alguns compradores, mas as pessoas ainda estão bastante bearish - apostando em tendência de baixa", disse um trader em Nova York.

 

As preocupações sobre os problemas fiscais da Grécia, assim como de outros países da zona do euro, vêm pesando sobre o sentimento do mercado desde o início do ano, com muitos investidores temendo que os mais recentes desenvolvimentos podem ser o início de um problema mais amplo.

 

Fontes do governo alemão disseram à Dow Jones que o parlamento vai se reunir nesta quarta-feira para discutir medidas de suporte financeiro de emergência para a Grécia.

 

Com os mais recentes comentários apontando para algum tipo de apoio para a Grécia, alguns

compradores apareceram no mercado da dívida. Embora os comentários oficiais sejam vagos,

"achamos que se a UE apoia a Grécia apesar de sua irresponsabilidade fiscal, então não seria

lógico assumir que a UE não dará suporte para Portugal ou Espanha, se tal evento ocorrer", disse Kathryn Rooney Vera, estrategista da Bulltick Capital Markets.

 

O spread de risco do Emerging Market Bond Index Global do JPMorgan caiu em 8 pontos-base para 329 pontos-base sobre os Treasuries, com um declínio de 0,07%.

 

Os bônus brasileiros deram um salto, recuperando parte do terreno perdido nas últimas sessões, quando os investidores descarregaram os ativos mais líquidos. O spread de risco do Brasil no

EMBIG caiu em 10 pontos-base para 231 pontos-base sobre os Treasuries, com um ganho de

0,23%.

 

Os movimentos ficaram em linha com os ganhos de moedas de países emergentes, assim como

uma recuperação dos preços das commodities.

 

Na Europa emergente, os bônus da Hungria continuaram a cair, com o spread de risco no EMBIG subindo para 260 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 1,3% no dia. As informações são da Dow Jones. 

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