Principais bolsas europeias fecham em baixa

Índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 3,98 pontos, ou 1,39%, para 282,72 pontos

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2011 | 16h59

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, pressionados pela divulgação de indicadores fracos sobre o setor de moradia dos EUA e de um lucro menor que o esperado do banco Goldman Sachs. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 3,98 pontos, ou 1,39%, para 282,72 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 73,73 pontos, ou 1,32%, para 5.976,70 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 35,97 pontos, ou 0,90%, para 3.976,71 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX recuou 60,69 pontos, ou 0,85%, para 7.082,76 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve declínio de 26,90 pontos, ou 0,25%, para 10.556,50 pontos.

Em Londres, as ações da Pearson subiram 4,5% depois de o grupo de mídia elevar sua previsão de lucro para 2010. O Barclays caiu 3,8%, pressionado em parte pelo resultado decepcionante do Goldman Sachs. O setor de mineração também teve um desempenho fraco, com Antofagasta caindo 3,6% e Xstrata 2,3%.

Em Frankfurt, a Deutsche Lufthansa recuou 3,6% após ser forçada a cancelar 60 voos do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, em razão de uma greve. A Nokia fechou em baixa de 4,5% em Estocolmo após a Standard & Poor''s Equity Research ter reduzido a recomendação do papel da companhia para "manter".

No setor de tecnologia, a ASML Holding fechou em baixa de 2,9% após divulgar que obteve lucro e receita recordes no quarto trimestre. Os investidores, no entanto, ficaram preocupados com o fato de a empresa não ter divulgado uma previsão sobre encomendas futuras. "Significa que eles não têm muita certeza sobre o que virá, isso gerou incerteza e pesou sobre outras ações", disse Koen De Leus, estrategista da KBC Securities Bolero. A STMicroelectronics caiu 3% e a Infineon Technologies recuou 1,9%.

De Leus disse também que o mercado está reavaliando a euforia das últimas semanas, afirmando que o índice Stoxx Europe 50, por exemplo, acumula alta de mais de 5% em janeiro até o momento. "Isso é bastante para o primeiro mês, que ainda nem terminou." Ele acrescentou que o mercado ficou um pouco desapontado com o desfecho da reunião das autoridades financeiras da União Europeia, que não trouxe a esperada ampliação da Linha de Estabilidade Financeira (EFSF). As informações são da Dow Jones.

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