Prisões não prejudicarão obras da Eletrobras, diz Neto

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, disse nesta quarta-feira que as prisões de executivos de grandes empreiteiras na nova fase da Operação Lava Jato não devem prejudicar as obras da estatal, nem o plano de investimentos da empresa. Segundo ele, é preciso separar as suspeitas sobre pessoas físicas da atividade das construtoras.

EDUARDO RODRIGUES, Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2014 | 17h29

"A atuação das empreiteiras tem de ser preservada. Se existe algum problema, esse problema é com as pessoas e não com as instituições. Se todas as construtoras forem desmobilizadas, o prejuízo para a nação será grande", afirmou, após participação em audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Segundo Carvalho Neto, não há nenhuma investigação concreta, ainda, sobre empresas do setor elétrico. O executivo frisou que a Eletrobras é minoritária na construção da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, e que tem implementado processos de gestão transparente no empreendimento.

Prejuízo

Após o prejuízo da Eletrobras de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre do ano, Carvalho Neto minimizou o resultado, afirmando que foi causado por "aspectos operacionais não recorrentes". "Como a nossa geração hidrelétrica está abaixo do planejado, precisamos contratar usinas térmicas. O risco hidrológico ajudou a elevar o prejuízo no trimestre", argumentou.

O presidente da Eletrobras defendeu, ainda, a participação da Eletrobras na construção da usina hidrelétrica de Tumarín, na Nicaraguá, em parceria com a Queiroz Galvão. O primeiro aporte da Eletrobras nesse empreendimento será de US$ 100 milhões.

"O fato de estarmos tendo prejuízo não significa que não devemos fazer novos investimentos, sobretudo em locais com uma taxa de retorno atrativa", disse Carvalho Neto, confirmando que taxa de retorno no projeto no país caribenho está em torno de 12%. A usina de Tumarín terá potência de 253 MW e vai custar US$ 1,1 bilhão. O empreendimento deve receber financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Centroamericano de Integración Económica (BCIE).

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