Procura é forte pela nova estreante na Bovespa

A demanda pelas ações da novata American BankNote entre o público de varejo foi considerada boa e com certeza haverá rateio acima de 50%, segundo fontes que acompanham a operação. O prazo de reserva para pessoas físicas terminou na segunda-feira e nesta terça será definido o preço de emissão. A expectativa é de que os papéis saiam na faixa superior do limite sugerido, que vai de R$ 13,50 a R$ 17. A American Banknote fará oferta pública secundária de 28,260 milhões de ações ordinárias. Considerando o preço médio do intervalo sugerido, R$ 15,25, a empresa captará cerca de R$ 431 milhões. Deste total, 10% (cerca de R$ 43 milhões) serão destinados aos pequenos investidores. Conforme as fontes, apenas em uma grande corretora já haveria demanda para R$ 90 milhões, ou seja, o dobro do montante destinado ao varejo. Os acionistas vendedores são o ABN Equities (20,652 milhões de ações) e o Banco Alvorada (7,608 milhões de papéis). A operação conta com garantia firme de liquidação dada pelos coordenadores, as instituições UBS e Credit Suisse. A colocação prevê lote suplementar de até 15% dos papéis inicialmente ofertados, além de uma oferta extra para atender o excesso de demanda de 20%. A estréia será no Novo Mercado da Bovespa e está marcada para o dia 27. Com a emissão, a participação de ações no mercado 76,3% do total de ações da instituição, caso sejam exercidos integralmente o lote suplementar e a oferta extra, superando o limite mínimo e 25% exigido pelo Novo Mercado. A American Banknote é líder no fornecimento de soluções envolvendo cartões plásticos, sistemas de identificação e gestão de serviços gráficos no Brasil. Em 2005, vendeu 494,2 milhões de cartões, imprimiu e emitiu 7,1 milhões de carteiras de habilitação, atingindo, dessa forma, um total de aproximadamente 34 milhões de registros pessoais armazenados no banco de dados eletrônico, e processou aproximadamente 11.800 toneladas de papel. A companhia apresentou no ano passado lucro líquido de R$ 54,7 milhões, o que representa crescimento de 36,8% em relação aos R$ 40 milhões de 2004. A receita líquida atingiu R$ 388,7 milhões, com expansão de 18,8% na comparação com o ano anterior. O Ebitda (na sigla em inglês significa ganhos antes do pagamento de impostos, taxas, depreciação e amortização) foi de R$ 90 milhões, com evolução de 36,4%. A margem sobre o Ebitda passou de 20,2% em 2004 para 23,2% no ano passado. A empresa pretende crescer por meio de aquisições estratégicas. Desde 1995, a companhia fez seis aquisições nos mercados de cartões e gestão de serviços gráficos.

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