Procura por imóveis comerciais aumenta em SP e RJ

A procura por imóveis comerciais no eixo Rio/São Paulo manteve-se aquecida no primeiro semestre do ano, segundo estudo realizado pela consultoria anglo-americana Jones Lang LaSalle. Conforme a empresa, o mercado paulista absorveu 106 mil m² dos espaços corporativos locáveis disponíveis no período, volume 2,5 vezes superior ao verificado no mesmo período de 2005. Segundo a consultoria, a região da Berrini respondeu por 26% do total ocupado na capital paulista, onde o valor médio dos aluguéis se manteve estável, no patamar de R$ 48 o m². Segundo a consultoria, a taxa de vacância caiu 5,5% na capital paulista no primeiro semestre - de 22,23% registrados no mesmo período do ano passado para 16,74%. No Rio de Janeiro, a absorção de imóveis comerciais cresceu 50% para 27,5 mil m², com destaque para a região central. Na capital fluminense, a taxa de vacância caiu em sete pontos percentuais - de 14,4% para 7,48%. A cidade registrou alta de 10% no valor médio de locação, que subiu de R$ 50/m² para R$ 55/m². "O mercado está se mostrando mais aquecido do que o previsto", afirma a coordenadora de pesquisas da Jones Lang LaSalle, Lilian Feng. A consultoria destaca que os números trimestrais são ainda mais ilustrativos. A taxa de vacância na capital paulista, de 16,74%, caiu três pontos em comparação ao último trimestre. "Trata-se do melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2002", diz Feng. A coordenadora destaca ainda que a taxa de vacância caiu pelo sétimo trimestre consecutivo. Já o índice de absorção líquida trimestral foi de 76 mil m² - maior volume absorvido num único trimestre desde 2002 -, contra 40 mil m² do último trimestre. As regiões de Alphaville e da Barra Funda foram as que registraram a maior redução de espaços vagos, com 14 pontos e 10 pontos de queda, respectivamente - 21,57% e 7,67%. Na área comercial da rua Verbo Divino, entretanto, houve aumento da taxa de vacância no trimestre - subiu de 15,47% para 18,74%. Destaque também para a região da Faria Lima, na qual se apurou aumento de R$ 11 na média ponderada dos valores de locação dos espaços de alto padrão - alta de 20% em relação ao último trimestre.

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