Programa de ajuda estatal permanente não é desejável, diz BCE

preocupações têm derrubado o euro, que atingiu hoje a nova mínima em quatro anos, de US$ 1,2134, durante o pregão asiático

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de maio de 2010 | 15h06

Autoridades da zona do euro deveriam considerar a criação de mecanismos para limitar a disseminação de uma crise de dívida de um país membro para outros, mas um programa de suporte que esteja sempre prontamente disponível aos governos não é desejável. As afirmações foram feitas por Axel Weber, membro do conselho de governo do Banco Central Europeu (BCE).

"Nós devemos, no médio prazo, pensar sobre o desenvolvimento de mecanismos para limitar o impacto sistêmico de crises de dívida soberana que ainda podem acontecer", disse Weber. No entanto, o membro do BCE observou que "um esquema de suporte permanentemente disponível apenas exacerbaria esses problemas e, por isso, não deve ser uma opção política".

Recentemente, a crise na Grécia espalhou receios de que outros países fiscalmente fracos da zona do euro também pudessem enfrentar dificuldades para pagar suas dívidas. As preocupações têm derrubado o euro, que atingiu hoje a nova mínima em quatro anos, de US$ 1,2134, durante o pregão asiático.

Weber, que também é presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha, fez as declarações durante a Conferência Internacional sobre Regulação dos Mercados Financeiros, em Berlim. As informações são da Dow Jones.

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