Projeto entre Bovespa e Bolsa do México está em fase final

O presidente da Bolsa Mexicana de Valores, Guillermo Treviño, acredita que ainda no final deste ano ou no início de 2007 investidores brasileiros poderão realizar algumas operações no mercado mexicano e vice-versa. Em desenvolvimento há mais de um ano e meio, o Projeto Piloto, como é conhecido, representa o primeiro passo para facilitar os fluxos de capitais entre países da América Latina. O plano prevê a criação de corretoras correspondentes, que atuariam como canal de investimentos entre um mercado e outro. "Os intermediários já se reuniram entre si. Não sabemos exatamente quantos já começaram a fechar acordos de correspondência, mas já estamos nos ajustes finais do programa", disse Treviño, que participa da 46ª Assembléia Geral da Federação Mundial de Bolsas (WFE, na sigla em inglês), em São Paulo. Com o tempo, outros países podem vir a integrar o grupo inicial. Segundo Treviño, a Colômbia poderá ser o próximo. "O modelo tem vantagens importantes porque ajuda de maneira significativa a desenvolver o mercado local, fomenta a liquidez e traz para os mercados domésticos as operações que hoje estão ocorrendo fora da região", afirmou. Outra vantagem do programa, apontou ele, é o respeito às regras e à especificidade de cada país. Para o futuro, Treviño vê os investidores de toda a região operando títulos e ações latino-americanas. Mas isso deve ocorrer de forma descentralizada, por causa da importâncias das características de cada um dos países. "Não acredito numa única bolsa na América Latina. Acredito em investidores negociando títulos e ações latino-americanas a partir de seus próprios países", afirmou.

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