Queda acentuada da bolsa chinesa, traz inquietação

Balanço fevereiro 1º- O euro subiu 1,45%. 2º- O ouro teve ganho de 1,34%. 3º- Os fundos de Renda Fixa puros devem fechar o mês com rendimento bruto entre 0,65% a 0,95%, acima dos fundos DI, dependendo da taxa de administração. 4º- Os fundos DI devem fechar o mês com rendimento bruto na faixa de 0,6% a 0,9%, também dependendo da taxa de administração. 5º- Os títulos indexados ao IGP-M, com o IGP-M de fevereiro apresentando inflação de 0,27%, devem fechar o mês com resultados abaixo dos fundos de Renda Fixa e DI, com rendimento bruto na faixa de 0,5% a 0,8%, dependendo do prazo do papel. 6º- O dólar teve queda de 0,14%. 7º- A Bolsa apresentou baixa de 1,68%. A queda brusca de 9,2% da bolsa chinesa, na véspera do fechamento do mês, com repercussão em todas as bolsas ao redor do mundo, foi o fato, de longe, mais importante ocorrido no mês. As razões alegadas foram mudanças operacionais no funcionamento da bolsa chinesa e o rastreamento de operações consideradas ilegais. Esse impacto consumiu os resultados positivos, até então, acumulados no mês da maioria das bolsas. As notícias sobre a economia americana, ao longo do mês, continuaram a ter papel importante. A visão do FED, apesar das incertezas, de que a inflação voltaria ao seu curso normal de 1,5% a 2% ao ano tinha acalmado os mercados e estimava-se que, a partir do segundo semestre deste ano, poderia ter início a redução dos juros atuais de 5,25% ao ano. Essa analise era feita, antes do evento da crise na bolsa chinesa. Vale ressaltar, novamente neste mês, que as bolsas, após as fortes altas, estão em patamares muito elevados e que qualquer fato novo, como a crise na bolsa chinesa, pode ser o estopim para uma correção de preços nos próximos meses. No âmbito interno não houve fatos importantes. A discussão do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento - foi o único fato existente, mas com pouca repercussão nos mercados domésticos. Perspectivas para março/07 O desdobramento da crise na bolsa chinesa e sua repercussão ao redor do mundo deverá ser o foco principal das atenções. Será um fato passageiro, ou uma possível virada dos mercados? As atenções, também, continuarão voltadas à economia americana, por meio dos seus indicadores de crescimento e inflação. O desenrolar das negociações da ONU com o Irã, sobre o projeto nuclear iraniano, poderá vir a ter influência nos mercados, dependendo de eventual radicalização das partes. No front interno, pouca expectativa de fatos relevantes. As aprovações das medidas referentes ao PAC e a constituição do novo ministério são os eventos esperados para o mês. Os fundos DI continuam a proporcionar excelente juro real bruto e, apesar da perspectiva de redução dos juros ao longo do ano, permanecem a opção mais segura no momento. Em março, o rendimento bruto será na faixa de 0,7% a 1,05%, dependendo da taxa de administração do fundo e da ?marcação a mercado?. Os fundos de Renda Fixa em fevereiro apresentaram rendimento um pouco acima dos fundos DI. São opções de diversificação para investidores moderados e agressivos. Em razão da queda prevista dos juros ao longo do ano já estar quantificada nas taxas oferecidas pelo papeis prefixados de médio e longo prazo, acreditamos que o possível ganho a ser obtido em relação aos fundos DI é muito pequeno. Isso além de o grau de risco ser considerável, caso a inflação fuja um pouco do previsto e/ou algum fato externo obrigue o Banco Central a alterar sua política de juros. O rendimento bruto em março deverá ser similar aos fundos DI, se não houver qualquer surpresa por parte da percepção do mercado com os juros futuros. Os títulos Indexados à variação do IGP-M continuam como opções de investimento a longo prazo para diversificação de portfólio, pois esses títulos estão rendendo na faixa de 7,5% a 8,5% ao ano, mais variação do IGP-M. Com o IGP-M de fevereiro apresentando inflação de 0,27%, tiveram resultados abaixo dos fundos DI e de Renda Fixa. Os Fundos Cambiais (dólar e euro) continuam a apresentar desempenho sofrível, apesar de alguma recuperação no final do mês, devido à crise na bolsa chinesa . São opções para diversificação de portfólio, como uma forma de seguro, para investidores com perfil conservador e moderado, com visão de longo prazo, caso o cenário fique mais incerto. O ouro teve bom desempenho em fevereiro, em razão alta da cotação do metal no exterior. Similar aos fundos cambiais, continua uma opção conservadora atraente para diversificação, devido ao baixo valor do dólar no mercado doméstico e à cotação do ouro no mercado internacional, que ainda está num patamar interessante. A bolsa brasileira teve desempenho negativo no mês, devido a crise na bolsa chinesa, com baixa de 1,68%. Consideramos 34.870 pontos o valor justo para o Índice Bovespa, ou seja, em termos históricos (1968 até 2007) o valor que não apresenta ágio ou deságio no preço médio das ações. Ao nível atual de 43.892 pontos, o Ibovespa apresenta ágio médio de 25,9%, podendo sofrer correção no curto ou médio prazos. As bolsas mundiais, de maneira geral, apresentaram muita volatilidade em fevereiro, devido à crise na bolsa chinesa. As opções com maior potencial de retorno são as bolsas do Japão, Áustria, França e Reino Unido (países desenvolvidos) e Malásia, Chile, Singapura e Hong Kong (países emergentes). Os imóveis comerciais mantêm-se a preços históricos baixos, embora continuem a apresentar recuperação com a melhoria nas perspectivas do crescimento econômico e em razão do PAC e recentes incentivos dados pelo governo ao setor. Boa opção para diversificação de portfólio de investidores com perfil conservador e moderado.

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