Queda acentuada dos estoques nos EUA derruba petróleo

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa pela primeira vez em três sessões depois de o relatório do American Petroleum Institute (API) divulgado na terça-feira, 13, mostrar que os estoques da commodity nos Estados Unidos diminuíram menos do que o esperado na semana passada.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

14 de agosto de 2013 | 08h08

De acordo com o API, entidade do setor privado, os estoques de petróleo nos EUA caíram 999 mil barris da semana encerrada em 9 de agosto. Analistas previam queda de 1,5 milhão de barris. Mais tarde, às 11h30 (horário de Brasília), o Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulga seu relatório semanal sobre estoques de petróleo.

Durante a madrugada o brent chegou a encostar no patamar de US$ 110 por barril, valor que não atingia desde março, sustentado por problemas em dois dos maiores terminais de exportação da Líbia e pela aproximação do período de manutenção no Iraque. A consultoria Energy Aspects afirmou que a produção de petróleo da Líbia está apenas pouco acima de 500 mil barris por dia, cerca de 1 milhão de barris por dia abaixo da capacidade.

Mesmo com as bolsas dos EUA nas máximas recordes e com a sensação de que a economia global está se recuperando, existem grandes potenciais para choque nos preços do petróleo, segundo analistas da PVM. Problemas estão aparecendo nas economias emergentes, incluindo a China, e há riscos de "bolhas catastróficas" se o relaxamento quantitativo dos bancos centrais prosseguir.

"Ainda existe o sério risco de um colapso no Oriente Médio em razão da guerra civil na Síria, do terrorismo ou de um impasse com relação ao projeto nuclear do Irã", comentaram os analistas da PVM.

Com a posição especulativa líquida - ou apostas em aumento dos preços - tanto no brent quanto no petróleo da Nymex em níveis recordes, há um risco negativo de curto prazo significativo, afirmou Torbjorn Kjus, analista da DNB.

Às 7h23 (horário de Brasília), o brent para setembro caía 0,59% na ICE, para US$ 109,17 por barril, enquanto o contrato para setembro negociado na Nymex recuava 0,74%, para US$ 106,04 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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