Queda de commodities faz dólar subir a R$ 2,174

A derrocada das commodities abriu espaço para o mercado doméstico de câmbio realizar lucros, imprimindo trajetória de alta às cotações do dólar, após cinco dias seguidos de queda. Tanto no mercado interbancário quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar encerrou em alta de 0,74%, cotado a R$ 2,174. No primeiro caso, o dólar comercial oscilou entre a mínima de R$ 2,16 e a máxima de R$ 2,175. Alguns rumores políticos também rondaram as mesas de operações do mercado doméstico, dando mostras de que a campanha para a presidência poderá gerar volatilidade nos próximos dias. Mas, por hoje, foi atribuído peso reduzido aos comentários. Desde que os temores em relação à atividade econômica norte-americana e dos demais países desenvolvidos tomaram espaço no mercado financeiro internacional, as commodities têm sido um indicador constante para os negócios com ativos de países emergentes. Os analistas consideram que a variação de preço desses produtos sinaliza e reflete, ao mesmo tempo, as perspectivas para a expansão econômica dos países mais desenvolvidos - os grandes consumidores das commodities - e para o comércio exterior dos emergentes - os exportadores. Assim, nas últimas semanas, cada vez que os temores de arrefecimento da economia global crescem, os preços das commodities caem e os ativos de emergentes perdem valor. Foi o que ocorreu hoje. O barril de petróleo fechou em baixa de 3,85%, a US$ 58,68 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York. Quanto às commodities metálicas, também houve quedas de preços generalizadas.

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