Queda de commodities impulsiona realização na Bovespa

O recuo do risco Brasil para o menor nível da história não anima os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Enquanto o mercado acionário norte-americano - que norteia as transações na Bovespa - opera em alta, as principais ações brasileiras são negociadas com desvalorização. Ontem, no entanto, o Ibovespa fechou em alta histórica e o mercado americano estava fechado pelo feriado em memória ao ex-presidente norte-americano Gerald Ford. Às 14h50, o índice Bovespa tinha queda de 0,77%, aos 45.033 pontos. Das dez ações mais negociadas do índice, apenas Copel PNB apresentava valorização. A realização de lucros é impulsionada por forte giro financeiro. O volume negociado projeta a negociação de R$ 3,5 bilhões até o encerramento do pregão, às 18 horas. Ontem, o volume negociado foi de R$ 2,07 bilhões. No mesmo horário, o índice Dow Jones tinha alta de 0,9%, aos 12.575 pontos, e o índice Nasdaq subia 1,55%, aos 2.452,74 pontos. O risco Brasil estava a 189 pontos-base, o que significa remuneração de 1,89% sobre o retorno dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo analistas, o mercado brasileiro opera em queda hoje devido à realização de lucros no mercado internacional de commodities. Isso embora os dados sobre a economia dos Estados Unidos divulgados hoje não demonstrem desaceleração além da prevista. A temperatura amena nos Estados Unidos puxou para baixo de US$ 60 a cotação do barril de petróleo e prejudica as ações da Petrobras. Às 15 horas, as preferenciais da Petrobras perdiam 1,7% e as ordinárias, 2,82%. O preço do cobre perde quase 7% no mercado internacional. E as ações PNA da Vale do Rio Doce, o segundo papel com maior peso no Ibovespa, perdem 2,71%.

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