Queda do dólar faz taxas de juros futuros caírem

A ampliação da queda do dólar e dos yields dos Treasuries no período da tarde fizeram as taxas futuras de juros de longo prazo aprofundarem o movimento de baixa visto desde o começo do dia. Os mercados já começaram o pregão ajustando-se aos movimentos dos ativos internacionais na sexta-feira, quando não houve negócios no Brasil devido do feriado da Proclamação da República. Nos EUA, por exemplo, alguns indicadores mais fracos da economia levaram os investidores a acreditar que a redução dos estímulos pelo Fed não ocorrerá em dezembro. Além disso, dados de inflação, bem como expectativas para os preços, ajudaram a manter as taxas de juros em baixa.

ÁLVARO CAMPOS E MÁRCIO RODRIGUES, Agencia Estado

18 de novembro de 2013 | 17h09

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para julho de 2014 (67.130 contratos) estava em 10,35%, de 10,39% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (181.025 contratos) indicava 10,74%, de 10,80% na quinta-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (126.750 contratos) apontava 11,68% - na mínima da sessão - ante 11,83%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (18.930 contratos) marcava 12,10% - também o menor patamar do dia - de 12,26% no ajuste anterior.

No caso específico do dólar, operadores disseram que o ingresso de recursos fez que a valorização do real fosse maior do que a observada em outras divisas de países emergentes. O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,2680 (-2,24%), após ter oscilado entre a mínima de R$ 2,2660 e a máxima de R$ 2,3030.

No campo das expectativas, a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2013 caiu de 5,85% para 5,84% (igual ao fechamento do ano passado) entre a segunda-feira passada e hoje, segundo o Boletim Focus. Em 2014, recuou de 5,93% para 5,91%. No caso do IPCA 12 meses à frente, a previsão suavizada desacelerou de 6,18% para 6,14%.

Enquanto isso, no exterior, os juros dos Treasuries caíram, especialmente após o índice de confiança das construtoras dos EUA se manter em 54 neste mês, do dado revisado de 54 em outubro - menor nível em quatro meses. Às 16h41, o juro do T-note de 10 anos cedia para 2,677%, de 2,702% no fim da tarde de sexta-feira.

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