Queda em Wall Street derruba Bolsas da Ásia; Tóquio fecha ao menor nível do ano

Índice Nikkei recuou 2,5%, com temores de uma desaceleração econômica global 

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

21 de maio de 2010 | 07h39

A forte queda em Wall Street influenciou novamente a maioria dos mercados asiáticos nesta sexta-feira. A exceção foi a China, que teve seu desempenho centrado em perspectivas locais. Não houve negociações em Hong Kong e na Coreia do Sul por ser feriado.

A Bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei 225 na mínima do ano, e com as ações das empresas exportadoras novamente como as mais atingidas, uma vez que os temores de uma desaceleração econômica global que seguraram os mercados de ações dos EUA na quinta-feira puxaram para cima a cotação do iene. O índice Nikkei 225 baixou 245,77 pontos, ou 2,5%, e terminou com 9.784,54 pontos, em sua terceira queda consecutiva e a quinta em seis dias. O índice cedeu 7,9% nesse período, acumulando uma baixa de 7,2% no ano.

As Bolsas da China se recuperaram, com expectativas de que Pequim não irá adotar medidas adicionais de aperto no curto prazo. O índice Xangai Composto subiu 1,1% e encerrou aos 2.583,52 pontos - na semana, o índice acumulou declínio de 4,2%. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,5% e terminou aos 1.008,48 pontos.

O yuan teve ligeira alta ante o dólar devido a forte demanda pela moeda local uma vez que os bancos liquidaram a venda de bônus do banco central, apesar de que expectativas de que Pequim manterá estável sua política econômica tenha segurado a alta. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8277 yuans, de 6,8279 yuans do fechamento de ontem.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve fortes perdas, na quinta sessão seguida de baixa. O índice Taiwan Weighted caiu 2,5% e fechou aos 7.237,71 pontos, o pior fechamento em três meses e meio.

O mercado de ações de Sydney, na Austrália, também fechou em queda, mas mostrou uma recuperação espetacular, saindo de uma mínima de 10 meses e acompanhando o movimento do dólar australiano, que também emergiu de sua menor cotação em 10 meses. O índice S&P/ASX 200 terminou com recuo de 0,3%, fechando aos 4.305,4 pontos, depois de ter afundado para 4.175,7 pontos - o menor nível desde 30 de julho do ano passado.

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou em queda de 1,1%, fechando aos 3.179,36 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve a maior baixa em três meses, devido a persistentes preocupações sobre o impacto da crise de débito da zona do euro sobre o crescimento econômico global e pelo maior porcentual da Média Industrial da Dow Jones em 14 meses. O índice Straits Times caiu 2,1% e fechou aos 2.701,20 pontos, menor nível desde 8 de fevereiro.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 2,6% e fechou aos 2.584,97 pontos, com vendas de estrangeiros em blue chips em meio a crescentes preocupações sobre o contágio da crise de débito da Europa e também à desvalorização da moeda.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 1,4% e fechou aos 1.285,73 pontos, por conta da piora do sentimento devido a preocupações com a crise de débito da Europa e aos fracos resultados dos demais mercados regionais. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasÁsia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.