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Queda nas commodities derruba bolsas da Ásia

A queda na cotação do petróleo e das commodities metálicas contribuiu para que a maior parte das bolsas asiáticas fechasse em baixa nesta terça-feira. Mas, contrariando a tendência, o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong encerrou com alta de 0,8%. Dados sobre a elevação das vendas no setor imobiliário animaram o mercado local, que também viu com bons olhos a queda na cotação das commodities. De acordo com Steven Leung, diretor de vendas institucionais da UOB KayHian, a queda pode sinalizar um alívio nas pressões inflacionárias. ?Há uma possibilidade de que os EUA reduzam os juros no primeiro trimestre do ano que vem?, comentou. Na China, a Bolsa de Xangai também fechou em alta, com o índice Xangai Composto avançando 1,3% e o Shenzhen Composto, 0,6%. O principal motivo foi uma decisão do órgão regulador do mercado acionário local, que simplificou as regras para a fixação do preço das ações nas aberturas de capital. As novas regras estão de acordo com os padrões internacionais e, segundo um analista, devem pavimentar o caminho para a emissão de ações do Industrial & Comercial Bank of China (ICBC), o maior banco do país. Os papéis da instituição devem ser lançados simultaneamente nas bolsas de Xangai e Hong Kong no final de outubro. A queda no preço do petróleo impulsionou as ações da China Petroleum & Chemical, maior refinadora da Ásia, que subiram 4,2%, e as da companhia de aviação Air China, que se valorizaram 4,9%. O yuan se valorizou diante do dólar, recuperando-se de suas quedas recentes, mas os operadores acreditam que a moeda chinesa deve se movimentar dentro de uma margem estreita nos próximos dias, antes de voltar a cair. No sistema automático de preços, o dólar caiu para US$ 7,9467 yuans, contra 7,9542 ontem. Em Taiwan, a bolsa acompanhou a queda verificada nos demais mercados da região e também refletiu a preocupação dos investidores quanto à possível convocação de uma greve para forçar a renúncia do presidente Chen Shui-bian. O índice Taiwan Weighted declinou 1,01%. Nanya Technology perdeu 1,9% e Powerchip, 1,6%. Até agora, os protestos contra o presidente têm sido pacíficos e não afetaram o mercado, mas os operadores lembram que uma greve teria impacto na economia. Na Austrália, a queda no preço das commodities metálicas levou a Bolsa ao quinto dia seguido de baixa. O índice S&P/ASX 200 caiu 1% e ficou abaixo do nível psicológico de 5 mil pontos pela primeira vez em duas semanas, fechando em 4.974,4 pontos. As ações da mineradora BHP desabaram 5,7% e as da Rio Tinto recuaram 5,2%. A Bolsa filipina encerrou os negócios em baixa. O índice PSE Composto perdeu 1,6%. As ações da Petron Corp., maior refinaria do país, caíram 2,6% e as ações tipo B da mineradora Philex Mining tiveram queda de 7%. No caso da Petron Corp., pesou também uma decisão judicial que obriga a empresa ao pagamento de impostos atrasados. A Philex Mining foi afetada ainda pelas críticas da Câmara de Minas das Filipinas à política do governo para o setor. No mercado de ações da Coréia do Sul, o índice Kospi teve queda de 0,5%. Na Bolsa de Kuala Lumpur, o índice composto de 100 blue chips encerrou em queda de 0,21%. O Strait Times da Bolsa de Cingapura fechou com queda de 0,05% e o JSX Composto da Bolsa de Jacarta (Indonésia) terminou o pregão com perda de 0,83%. (As informações são da Dow Jones)

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