Ranking: Bovespa vai convidar presidenciáveis para debate

O presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano Filho, reafirmou hoje que a bolsa paulista deve promover neste ano reuniões com os candidatos à presidência da República, assim como fez em 2002. O tema principal dos encontros, de acordo com ele, será a busca da eficiência na gestão do Estado. "O mercado de capitais está bem e não podemos ficar apenas com uma agenda corporativa. Precisamos de uma agenda de discussão dos problemas nacionais", disse Magliano. Segundo ele, a Bovespa enviará aos candidatos, antes dos encontros, uma proposta para melhorar a eficiência estatal, que está sendo elaborada pela entidade em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) Projetos. De acordo com Magliano, a proposta se baseará em iniciativas de países com gestão moderna, como Nova Zelândia e Austrália. Magliano, representantes da FGV e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) passaram 15 dias nesses países para colher idéias para o projeto. Ele comentou que, na Nova Zelândia, o Ministério da Fazenda conta com uma espécie de superintendente responsável pelas finanças do departamento. "Esse executivo tem metas e orçamento e precisa tornar o ministério moderno e mesmo burocrático", afirmou. O presidente da Bolsa também destacou que o governo da Nova Zelândia utiliza uma contabilidade com critérios privados e não públicos, o que torna os balanços mais acessíveis à população. Além disso, o país conta com um auditor geral responsável pelas contas do governo e que responde diretamente ao parlamento. A data dos encontros com os presidenciáveis ainda não foi definida. Magliano participou hoje do evento Destaque Empresas, realizado pela Agência Estado para premiar as melhores companhias abertas de 2005.

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