Ranking: CCR fica em 2º com dividendos e retorno sobre PL

A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), maior operadora de estradas do Brasil, ficou em segundo lugar no Ranking Agência Estado Empresas de 2005, feito em parceria com a Economática. Pioneira do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a CCR também obteve boa classificação em 2004, na 5ª posição. A holding, que reúne seis concessionárias rodoviárias - AutoBAn, ViaOeste, NovaDutra, Via Lagos, Ponte e Rodonorte - tem ganhado a confiança dos investidores com práticas de governança corporativa, curva crescente de rentabilidade em relação ao patrimônio e alta distribuição de dividendos. A CCR tem metas ambiciosas de crescimento. Seu presidente, Renato Vale, afirma que o objetivo é dobrar o valor de mercado, hoje em torno de R$ 8 bilhões, nos próximos cinco anos. "É um grande desafio duplicar o valor sem afetar a política de distribuição dos dividendos", diz. O diretor de relações com investidores da CCR, Ricardo Froes, afirma que a empresa pretende continuar distribuindo anualmente no mínimo 50% dos lucros em proventos, o dobro dos 25% previstos por lei. No ano passado, a empresa rateou 60% dos ganhos. Essa distribuição fez com que o indicador de dividendos sobre o valor patrimonial da ação a deixasse na 16ª posição geral, uma de suas melhores colocações. A CCR também obteve boa classificação no índice P/VPA, que aponta a relação entre o preço da ação e o valor patrimonial. De acordo com Froes, hoje o investidor conhece melhor as características do mercado de concessão rodoviária, que tem tido uma receptividade boa. Um dos fatores que anima o mercado é a capacidade da CCR de agregar empresas e elevar seu patrimônio, mas sem comprometer a lucratividade. Foi o que ocorreu no ano passado, quando incorporou oficialmente a Viaoeste, de São Paulo. Nesse mesmo ano, obteve lucro recorde de R$ 500,493 milhões. Para crescer, a CCR pretende comprar concessões de estradas no Brasil e no Estado de São Paulo quando começarem os leilões de rodovias federais e estaduais. A internacionalização é um dos seus principais planos estratégicos: participará de licitações nos EUA, Canadá, México e Chile. A CCR também partiu para a diversificação de negócios na área de infra-estrutura de transportes e é uma das interessadas na Parceria Público-Privada (PPP) da linha 4 do Metrô de São Paulo. A companhia avalia ainda oportunidades nas aéreas portuárias e aeroportuárias. Outro destaque da empresa no ranking foi o indicador de variação do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que indica disposição do investidor em pagar bem por suas ações. Segundo Renato Vale, a característica do negócio de concessão é oferecer lucros maiores a partir do sétimo ou oitavo ano após a privatização. No caso da CCR, o aumento no lucro líquido e nas margens tem sido recorrente depois de 2002, quando ingressou no Novo Mercado da Bovespa. Naquela época, a empresa enfrentou uma certa desconfiança por parte dos investidores, que tinham restrições à presença de construtoras entre os acionistas e desconheciam as peculiaridades do negócio de concessão. Segundo Ricardo Froes, essa resistência era esperada e foi vencida aos poucos com altas doses de transparência. Uma das maiores dificuldades da CCR no mercado é a baixa liquidez dos papéis, um dos indicadores de menor destaque em 2005. "Atualmente, 30% dos papéis estão em circulação no mercado e há um esforço para tornar as ações mais líquidas", disse Vale. Em fevereiro, a CCR decidiu dividir o preço das ações em quatro para facilitar o acesso dos investidores.

Agencia Estado,

01 de junho de 2006 | 10h36

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