Ranking: Forte demanda por minério impulsiona CVRD

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foi a sétima colocada no ranking Agência Estado Empresas de 2005, feito em parceria com a Economática. O melhor quesito de avaliação da empresa, que atua nas áreas de mineração, logística e energia, foi a liquidez dos papéis. Entre todas as companhias analisadas, a Vale alcançou a segunda colocação nesse quesito, perdendo apenas para a Petrobras. A procura pelos papéis da CVRD reflete os bons fundamentos do setor de mineração, com demanda e preços em alta, impulsionados principalmente pela China. De acordo com o diretor-executivo de Finanças da mineradora, Fábio Barbosa, o mercado transoceânico de minério de ferro, seu carro-chefe, atingiu volume recorde de 675 milhões de toneladas em 2005. O montante indica um aumento de 200 milhões de toneladas na comparação com cerca de cinco anos atrás. Para 2006, a expectativa é que esse mercado evolua para 720 milhões de toneladas, uma alta de 6,6%. "Esse número, no entanto, pode ser conservador, se levarmos em consideração o crescimento da China nos primeiros meses do ano. Há estimativas para até 745 milhões de toneladas." O diretor afirma que, além dos bons fundamentos do setor da Vale, a liquidez da empresa deve crescer significativamente este ano, após o desdobramento das ações na proporção de uma para duas, aprovado em abril. "A medida deve contribuir para facilitar o acesso de mais investidores aos papéis, aumentando o volume de transação", diz. A segunda melhor classificação da Vale no Ranking ficou com a relação entre o preço e o valor patrimonial da ação, que atingiu 4 vezes. Neste quesito, a mineradora ficou com o 16º lugar entre todas as concorrentes. O retorno sobre o patrimônio (delta ROE), na faixa de 7,9 pontos, foi outro indicador importante para a pontuação. Segundo o diretor da Vale, em 2006 esses indicadores devem melhorar, impulsionados pela implantação de um agressivo programa de investimentos, que consolidará a presença da empresa na indústria de mineração entre as três ou quatro maiores produtoras mundiais. "A Vale tem um dos programas de investimentos mais ambiciosos e diversificados de toda a indústria, e um dos mais ricos em oportunidades", afirma. "Isso nos dá capacidade de um forte crescimento orgânico, que é a forma prioritária que escolhemos para evoluir e que, no nosso entender, pode potencialmente gerar mais retorno para os nossos acionistas." O executivo ressalta que, entre 2003 e 2004, a empresa investiu US$ 2 bilhões por ano. Em 2005 esse valor dobrou para US$ 4,2 bilhões e, para este ano, a programação é de aportes de US$ 4,6 bilhões. A programação permitiu à empresa aumentar em mais de 100 milhões de toneladas a sua produção de minério de ferro em três anos. "Uma outra frente importante é que continuamos a buscar uma redução do nosso custo de capital, com esforços adicionais para fortalecer as finanças e buscar uma melhor classificação de risco, nos aproximando cada vez mais dos nossos competidores." No final de abril, a companhia atingiu valor de mercado de US$ 60,679 bilhões, o que a coloca na posição de quarta maior mineradora do mundo. É superada apenas pelas concorrentes BHP (US$ 134,442 bilhões), Rio Tinto (US$ 77,375 bilhões) e Anglo American (US$ 65,472 bilhões).

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