Ranking: Itaú obtém 9º lugar com crédito e estabilidade

O Itaú aproveitou o forte crescimento do crédito no Brasil para ampliar os negócios no ano passado. A expansão, aliada a fatores como valorização das ações, baixa volatilidade e alta liquidez, fez do banco uma das principais companhias do mercado de capitais. A instituição financeira, a segunda maior privada brasileira, obteve a nona colocação no Ranking Agência Estado Empresas de 2005, elaborado em parceria com a Economática. O superintendente de Relações com Investidores do Itaú, Geraldo Soares, atribui o desempenho à estratégia acertada de mudar o mix das operações de crédito ao longo dos últimos anos, ampliando a atuação no segmento de pessoa física, mais rentável, embora também mais arriscado. "Em 2004, os empréstimos a esse público representaram 34% da carteira total. No ano passado, saltaram para 42%", afirmou. Com essa estratégia, o Itaú lucrou R$ 5,251 bilhões em 2005, com crescimento de 39,1%, o que motivou a valorização de 44,6% das ações no período - um dos critérios em que o banco se destacou no Ranking. O banco também aparece bem posicionado no item preço/valor patrimonial da ação, devido à alta cotação dos papéis no final do ano. No critério volatilidade, a colocação deve-se à política de transparência, com reuniões e teleconferências freqüentes a analistas, o que evita surpresas, acredita Soares. Neste ano, o Itaú continuará apostando na grande expansão do crédito ao varejo, embora tenha fortalecido também a atuação nos segmentos de alta renda e de grandes e médias empresas com a recente aquisição do BankBoston, por cerca de R$ 4,5 bilhões. "Fechamos 2005 com 648 lojas da financeira Taií e devemos abrir mais 300 neste ano." Para a carteira de crédito total, a expectativa é crescimento de 20% a 25% em 2006.

Agencia Estado,

01 de junho de 2006 | 10h43

Tudo o que sabemos sobre:
ações

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.