Ranking: Retorno e ganho de ações impulsionam CPFL

Com negócios na distribuição, geração e comercialização, a CPFL Energia tem se preparado para ser um dos grandes competidores do setor elétrico, em um mercado que tende a uma forte concentração. Primeira do setor a entrar no Novo Mercado da Bovespa, a energética ocupa o oitavo lugar no Ranking Agência Estado Empresas de 2005, feito em parceria com a Economática. Destacando-se pelo alto retorno garantido aos acionistas, pela valorização de suas ações acima do setor e pela baixa volatilidade dos papéis, a CPFL pôde contar com a diversificação dos seus negócios para alcançar o bom desempenho. A distribuidora, que representa 70% das operações, registrou crescimento médio de 4,7% nas vendas e a comercializadora, com 10% de participação nos negócios do grupo, dobrou de tamanho ao longo do ano passado. "Agora vamos crescer em geração, depois de cinco anos com investimentos pesados", disse Wilson Ferreira Jr., presidente do grupo. Com a entrada em operação de novas usinas hidrelétricas, a capacidade instalada da empresa deve evoluir 65% em 2006. O lucro da companhia aumentou 266% no ano passado em relação a 2004, atingindo pouco mais de R$ 1 bilhão, o que lhe garantiu o status de entrar para um grupo no qual figuram poucas empresas no setor de energia elétrica. "Cerca de 60% do resultado veio da parte operacional, os outros 40% devem-se à melhora financeira", explicou o executivo. A empresa renegociou sua dívida, obtendo prazos mais longos e custos menores. Em um ano, reduziu o endividamento atrelado ao CDI, de 46% para 28%, e aumentou a parcela indexada ao IGP-M, de 31% para 40%, ao final de 2005. Com isso, as despesas financeiras caíram 22%, enquanto a receita subiu 34%. Para este ano, a perspectiva é de que o segmento de distribuição do grupo continue crescendo, com o aumento de 5% no consumo de energia. Espera-se também que a comercializadora consolide sua de liderança de mercado, elevando de 20% para 25% sua fatia no consumo nacional. A novidade ficará por conta da geração, com as usinas de Campos Novos e Barra Grande já operando. Para Ferreira Jr., o bom desempenho do grupo foi percebido pelo investidor e as ações da energética subiram 65% no ano passado, bem acima do índice setorial, o IEE (43%). A baixa volatilidade dos papéis também foi um atrativo. "Essa é uma característica do setor elétrico, que está muito ligado ao crescimento econômico do País", afirmou. Se o Produto Interno Brasileiro (PIB) cresce, o consumo de energia elétrica evolui, em geral, cerca de 1,5 ponto porcentual acima desse patamar. Ele lembrou ainda que o total de papéis da companhia em circulação no mercado subiu de 13% para 18% ao longo de 2005. "Quando essa fatia é pequena, qualquer movimento de compra ou venda mexe com o preço das ações", disse. A empresa tem de atingir 25% em setembro de 2007, por exigência do Novo Mercado.

Agencia Estado,

01 de junho de 2006 | 10h43

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