Real está próximo do valor justo, aponta Deutsche Bank

A atual cotação da moeda brasileira diante do dólar está muito próxima de seu patamar considerado justo, projetando uma desvalorização real de apenas 1% até o final deste ano, 2% até o final de 2007 e 3% no longo prazo para a moeda do Brasil. Os dados fazem parte de um estudo elaborado pelo Deutsche Bank. A cotação nominal do real no final de 2006 ficaria em R$ 2,15, e no final de 2007 em R$ 2,18. Chile e Colômbia também têm uma cotação cambial considerado equilibrada, mas as moedas da Argentina e Peru estão subvalorizadas. No caso do peso argentino, o banco calcula que há um potencial de valorização real de 3% até o final deste ano, de 7% no final de 2007 e de 18% no longo prazo. O modelo do estudo da instituição financeiro alemã calcula o ajuste do patamar da dinâmica da taxa cambial em relação a seu equilíbrio de longo prazo. Esse nível de estabilidade depende das previsões dos fluxos do balanço de pagamentos com as condições do comércio exterior de cada país. ?A avaliação sobre a taxa de câmbio está se tornando cada vez mais importante nos mercados emergentes com a expansão dos instrumentos dos mercados domésticos, cujo valor relativo à dívida externa depende das expectativas de depreciação do câmbio, entre outros fatores, levando-se em consideração que tais exposições em sua maioria não estão protegidas (?hedeged?)?, afirmaram os analistas Geraint Jones e Piero Ghezi, autores do estudo do Deutsche Bank. Eles observam que o Brasil tem registrado superávits em conta corrente significativos. ?Entretanto, com a valorização do câmbio e o impacto de outros fatores temporários, a conta corrente deverá convergir para um pequeno déficit, consistente com uma relação estável entre a dívida externa e o PIB?, afirmaram. Segundo os analistas, o real tem sido afetado no curto prazo por dois fatores importantes, que se contrabalançam: ?O enorme diferencial na taxa de juros tem resultado em influxos de portfólios que em circunstâncias normais causariam a um ?overshooting (elevação excessiva do juro) da moeda. Entretanto, o acúmulo de reservas e a ausência de uma conta de capital totalmente flexível têm evitado um forte overshooting.?

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