Rebaixamento da S&P pressiona dólar na abertura

Estrangeiros aproveitam o dia para vender ativos e realizar lucro

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

25 de março de 2014 | 10h01

O mercado doméstico abriu nesta terça-feira, 25, sob o peso da decisão da S&P de rebaixar a nota de crédito soberano do Brasil, deixando o País a um passo de voltar à categoria grau especulativo. O dólar abriu em alta tanto nos negócios à vista como no futuro. O investidor aguarda para ver as consequências da ação da S&P. No exterior, a expectativa é com dados dos Estados Unidos, com destaque para o de vendas de moradia e confiança do consumidor, com crise da Ucrânia sempre no radar.

Com a venda de ativos por estrangeiros, a moeda passou a operar em queda. Estrangeiros aproveitam o dia para realizar lucros. Às 10h13, o dólar estava estável, a R$ 2,3210.

A agência de classificação de risco, a primeira também a colocar o Brasil na categoria grau de investimento, em 2008, colocou o rating de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil de BBB para BBB-, com perspectiva estável e pouco depois anunciou também o rebaixamento das estatais Petrobras e Eletrobras. Como se não bastasse, ainda sinalizou que a porta segue aberta para novo downgrade caso haja "piora nítida de indicadores fiscais e monetários".

Depois de o Ministério da Fazenda ter emitido nota, na noite de segunda-feira, 24, dizendo que a decisão da agência americana é "inconsistente com as condições da economia brasileira" e "contraditória com a solidez e os fundamentos do Brasil", hoje foi a vez do Banco Central se manifestar. Em nota, o BC disse que "o Brasil tem respondido e continuará respondendo de forma clássica e robusta aos desafios que se colocam no novo quadro internacional."

No front geopolítico, o parlamento da Ucrânia aceitou nesta terça-feira a renúncia do ministro de Defesa da Ucrânia, Igor Tenyukh. Ontem, os líderes do G-7 decidiram cancelar a reunião do G-8, em Sochi, na Rússia.

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