Rebaixamentos derrubam Bolsas de Madri e Lisboa

As bolsas de valores de Lisboa e Madri fecharam em queda acentuada em meio aos persistentes temores de que a crise da dívida da Grécia poderia se espalhar para outras nações periféricas da zona do euro e depois de a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor''s ter rebaixado os ratings de Portugal e Grécia. A bolsa de valores da Grécia também fechou em queda acentuada, mas o pregão terminou antes do anúncio dos cortes de rating.

RICARDO GOZZI, Agencia Estado

27 de abril de 2010 | 13h48

"O contágio vem da Grécia", avaliou John dos Santos, analista financeiro da First Five Consulting em Lisboa. "Por algum tempo as coisas se estabilizaram em Portugal com o anúncio do pacote de ajuda à Grécia, mas haverá pressão para baixo sobre as ações até que surja alguma notícia positiva da Alemanha sobre o resgate", declarou.

O índice PSI-20, da Bolsa de Valores de Lisboa, recuou 5,36%, fechando em 7.152,42 pontos. As ações do setor financeiro tiveram queda acentuada em meio a temores quanto a sua exposição ao risco soberano do país e à preocupação com a dívida pública de Portugal, disse Edgar Silva, um operador em Lisboa. As ações do Banco BPI SA caíram 5% em Lisboa, enquanto as perdas do Banco Espírito Santo alcançaram 7,4%.

Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 4,19%, em 10.480,90 pontos, com as ações das companhias do setor de construção e os bancos entre as mais afetadas. Os papéis da Sacyr cederam 7,2%; os da Ferrovial perderam 6,7%; os dos bancos BBVA e Santander caíram 5,7% e 5,4%, respectivamente.

Em Atenas, o índice composto ASE fechou em queda de 6%, em 1.696,68 pontos, atingindo suas mínimas em 52 semanas em meio a fortes vendas. O subíndice do setor bancário assimilou o forte das vendas, caindo 9,2%. O pregão na bolsa de valores de Atenas foi encerrado pouco antes do anúncio dos rebaixamentos de rating pela S&P. As informações são da Dow Jones.

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