Receio com a Líbia continua e bolsas europeias recuam

Índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,82 ponto, ou 0,64%, para 280,56 pontos

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

24 de fevereiro de 2011 | 15h25

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em leve queda, refletindo o receio dos investidores com os potenciais efeitos econômicos das tensões na Líbia, onde manifestantes contrários ao regime de Muamar Kadafi continuam sofrendo repressão violenta das forças de segurança. O declínio dos papéis de montadoras também pesou sobre as bolsas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,82 ponto, ou 0,64%, para 280,56 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 caiu 3,55 pontos, ou 0,06%, para 5.919,98 pontos. Em Paris, o CAC 40 fechou em baixa de 3,48 pontos, ou 0,09%, para 4.009,64 pontos.

Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra Dax perdeu 64,10 pontos, ou 0,89%, para 7.130,50 pontos. Entre os componentes do índice, a RWE anunciou que seu lucro líquido de 2010 encolheu 7,4% na comparação com o ano anterior e teve queda de 5,18% em seus papéis. A Allianz recuou 2,68% depois de divulgar que seu lucro do quarto trimestre aumentou 11% em relação a um ano antes. O resultado ficou aquém das expectativas do mercado.

Em Madri, o IBEX contrariou a tendência e subiu 14,20 pontos, ou 0,13%, para 10.647,60 pontos, impulsionado pelas ações da Abengoa, que fecharam em alta de 4,51% depois de a companhia anunciar um crescimento de 18% no lucro de 2010, e da Repsol, que subiram 1,62% após a empresa divulgar que seu lucro do quarto trimestre dobrou na comparação com igual período de 2009.

Entre outros destaques na sessão, a Porsche caiu 10,71% após promotores de Frankfurt anunciarem que estão ampliando as investigações relacionadas a ex-executivos da montadora para analisar se houve fraude de crédito e quebra de confiança. Além disso, a Porsche disse ontem que problemas legais estão minando sua potencial fusão com a Volkswagen. As ações da Volks recuaram 2,98%.

No setor financeiro, o Royal Bank of Scotland teve queda de 3,63% após anunciar um resultado mais fraco que o previsto. O Credit Agricole, no entanto, subiu 5,18% depois de divulgar um prejuízo para o quarto trimestre. O balanço veio melhor do que as estimativas de analistas.

Entre as empresas do setor petrolífero, a Transocean caiu 4,45% depois de divulgar que obteve um prejuízo líquido de US$ 799 milhões no quarto trimestre por causa de encargos relacionados à depreciação de ativos. As informações são da Dow Jones.

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